09/06/2026
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Operação do MP prende policial, ex-agente e advogado suspeitos de ligação com o PCC

Investigação aponta plano contra promotor do Gaeco, vazamento de informações sigilosas e esquema de extorsão envolvendo agentes públicos

Victória SilvaRedação: Victória Silva
terça-feira, 09 de junho de 2026 às 10:12
Imagem de Operação do MP prende policial, ex-agente e advogado suspeitos de ligação com o PCC
Foto: Divulgação

Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (9) resultou na prisão temporária de um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um advogado suspeitos de manter vínculos com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação faz parte da Operação Infiltrados, que apura a atuação de agentes públicos em atividades criminosas ligadas à facção.

De acordo com as investigações, os suspeitos teriam participado de um esquema que incluía a coleta de informações sigilosas, extorsão de investigados e até um suposto plano para assassinar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Segundo o Ministério Público, o advogado, que já atuou como estagiário da instituição, teria acessado bancos de dados internos para identificar pessoas investigadas com elevado poder financeiro. A partir dessas informações, o grupo exigiria pagamentos em troca de suposta proteção contra investigações. O esquema também teria contado com a participação de um ex-policial civil e de um policial penal.

Já o chefe de investigadores é apontado como responsável por fornecer informações privilegiadas a integrantes da organização criminosa mediante recebimento de vantagens financeiras.

A operação é resultado de apurações iniciadas em investigações anteriores que analisavam um possível atentado contra o promotor Amauri Silveira Filho e um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico de drogas. Entre as evidências reunidas pelos investigadores estão registros de encontros entre os suspeitos e pessoas apontadas como envolvidas no planejamento do crime.

Além das prisões, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em municípios do interior paulista. O Ministério Público informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e responsabilizar eventuais agentes públicos que tenham colaborado com atividades ilícitas.

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