20/08/2026
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Ação Nacional mobiliza coleta genética de familiares de pessoas desaparecidas

Material biológico será inserido no Banco de Perfis Genéticos da Polícia Técnica da Bahia e confrontado com amostras de outros estados.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quinta-feira, 20 de agosto de 2026 às 16:00
Imagem de Ação Nacional mobiliza coleta genética de familiares de pessoas desaparecidas

Com o objetivo de incluir o DNA de familiares de pessoas desaparecidas no Banco de Perfis Genéticos para posterior confronto com amostras de corpos não identificados, ossadas e pessoas internadas sem memória ou condições de informar sua identidade, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia participa, por meio das Coordenações de Genética e Antropologia Forense, da Ação Nacional de Busca por Pessoas Desaparecidas.

A Ação será realizada de 24 a 28 de agosto, de segunda a sexta-feira. Durante esse período, familiares poderão registrar o boletim de ocorrência, realizar a entrevista e fazer a coleta do material biológico no mesmo local, na sede do Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues (IMLNR), localizada na Avenida Centenário, em Salvador. O atendimento será realizado das 9h às 17h30.

Para facilitar o atendimento, a Polícia Civil manterá uma unidade móvel nas instalações do DPT, permitindo que os familiares realizem as etapas necessárias de forma mais ágil e integrada.

A atividade é coordenada pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e tem como objetivo ampliar as possibilidades de identificação por meio do confronto entre os perfis genéticos de familiares de pessoas desaparecidas e amostras de corpos não identificados, ossadas e pessoas sem identificação, inclusive aquelas encontradas ou atendidas em unidades de saúde.

Por integrar bancos de perfis genéticos de diferentes estados, a iniciativa amplia as possibilidades de identificação em todo o território nacional. Assim, caso um corpo seja encontrado na Bahia e os familiares da pessoa desaparecida realizem a coleta genética em São Paulo, por exemplo, os perfis poderão ser confrontados pelo sistema, possibilitando a identificação por meio da confirmação de vínculo genético.

Atualmente, o Banco de Perfis Genéticos da Bahia conta com 1.131 amostras relacionadas a pessoas desaparecidas e seus familiares, que já possibilitaram 16 confirmações de identificação por meio do banco.

Integração amplia possibilidades de identificação

A identificação de pessoas desaparecidas também conta com a atuação da Coordenação do CIDOM/Desaparecidos, do Instituto de Identificação Pedro Mello, que trabalha na busca e identificação de pessoas desaparecidas por meio do reconhecimento facial, além das identificações realizadas pelo Instituto por meio das impressões digitais.

A integração entre as diferentes áreas da Polícia Científica permite ampliar as possibilidades de identificação, utilizando métodos científicos e tecnológicos distintos, como a análise genética, o reconhecimento facial e a identificação por impressões digitais.

Coleta é rápida, gratuita e indolor

A coleta do material genético é realizada por peritos oficiais, não tem custo e é um procedimento rápido e indolor. Para obter a amostra, o perito utiliza um cotonete na parte interna da bochecha. Não é necessário realizar coleta de sangue.

Coletas também serão realizadas no interior

Além da capital, 33 unidades da Polícia Técnica (CRPTs) no interior da Bahia participarão da campanha e estarão aptas a realizar a coleta de material biológico dos familiares.

As unidades participantes estão localizadas nos seguintes municípios:

Feira de Santana, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Santo Amaro, Serrinha, Irecê, Jacobina, Itaberaba, Camaçari, Itabuna, Ilhéus, Valença, Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Barreiras, Santa Maria da Vitória, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa, Juazeiro, Euclides da Cunha, Ribeira do Pombal, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Jequié, Itapetinga, Guanambi, Brumado, Vitória da Conquista, Vera Cruz, Seabra, Eunápolis, Itamaraju e Barra.

A Polícia Científica da Bahia reforça a importância da participação dos familiares na campanha, contribuindo para ampliar as possibilidades de localização e identificação de pessoas desaparecidas e de proporcionar respostas às famílias.

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