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Advogada explica direitos de portadores de doença renal crônica no INSS

O acesso a esses benefícios depende da comprovação médica da incapacidade e do preenchimento de requisitos específicos

Por Rafa
domingo, 05 de janeiro de 2025
Imagem de Advogada explica direitos de portadores de doença renal crônica no INSS

No primeiro quadro Direito em Pauta de 2025 do programa De Olho na Cidade, a advogada Paloma Barbosa, especialista em direito previdenciário e sócia do escritório Parish & Zenandro Advogados, compartilhou orientações essenciais sobre os direitos dos pacientes com doença renal crônica em relação ao INSS.

A advogada destacou o impacto debilitante da doença renal crônica.

“É uma condição progressiva que, em estágio avançado, pode causar incapacidade laborativa, especialmente para pacientes que necessitam de tratamentos como a hemodiálise.”

Dra. Paloma explicou que os segurados diagnosticados com doença renal crônica têm acesso a benefícios previdenciários como:

• Auxílio por Incapacidade Temporária (antigo auxílio-doença);• Aposentadoria por Invalidez;• Aposentadoria para Pessoa com Deficiência;• Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) para aqueles em situação de vulnerabilidade social.

Ela enfatizou que o acesso a esses benefícios depende da comprovação médica da incapacidade e do preenchimento de requisitos específicos, como carência e qualidade de segurado.

Para o auxílio por incapacidade temporária, Dra. Paloma explicou que o segurado deve apresentar relatórios médicos, exames e receitas que comprovem sua condição.

“No caso de doenças graves, como a insuficiência renal, o requisito de carência pode ser dispensado”, detalhou.

Já para a aposentadoria por invalidez, além dos documentos mencionados, é necessário demonstrar que a incapacidade é total e permanente. Dra. Paloma destacou que pacientes em tratamento de hemodiálise têm direito a um adicional de 25% sobre o valor da aposentadoria, devido à alta debilidade causada pelo tratamento.

Para o BPC/LOAS, que é voltado a pessoas de baixa renda, o beneficiário não precisa ter contribuído para o INSS. No entanto, é necessário comprovar uma deficiência que cause impedimentos de longo prazo e apresentar renda familiar de até um quarto do salário mínimo.

A advogada orientou que o primeiro passo para acessar os benefícios é reunir documentação médica detalhada, como relatórios, exames e laudos.

“É essencial que o laudo médico informe de forma clara o diagnóstico, tratamento e as limitações do paciente. Com isso, o próximo passo é agendar a perícia médica pelo telefone 135 ou pelo aplicativo Meu INSS”, explicou.

Em caso de negativa, Dra. Paloma recomendou buscar auxílio de um advogado especializado para judicializar a demanda, caso necessário.

“Doença renal crônica não significa só um desafio de saúde, mas também limitações no dia a dia e no trabalho. Saber que o INSS pode oferecer suporte nesses momentos é um direito que precisa ser amplamente divulgado”, ressaltou.

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