Chefe da Zona Eleitoral explica limitações no atendimento presencial e orienta eleitores a utilizarem canais digitais do TSE
Com a aproximação do período eleitoral, a Justiça Eleitoral em Feira de Santana tem registrado um aumento significativo na procura por serviços como alistamento, regularização e atualização do título de eleitor. A grande demanda tem resultado em filas no atendimento presencial, realidade comum em anos de eleição, segundo explica Danilo Pereira, chefe de cartório eleitoral da 156ª Zona Eleitoral do município.
“De fato, no ano de eleição há uma procura muito grande pelo serviço da Justiça Eleitoral. A demanda aumenta demais, e a capacidade de atendimento não cresce na mesma proporção”, afirmou. De acordo com ele, esse cenário se repete a cada ciclo eleitoral. “Todo ano de eleição tem essas filas. No ano que não tem eleição, não tem fila. Mas as pessoas preferem procurar a Justiça Eleitoral somente no ano eleitoral”, completou.
Danilo destacou que a responsabilidade da Justiça Eleitoral se limita à organização interna do prédio, que funciona das 8h às 14h.
“Nós abrimos o fórum às oito da manhã. A partir desse horário, as pessoas são acomodadas dentro da central de atendimento, com ar-condicionado e banheiro. A área externa é pública, e as pessoas chegam muito cedo, formando filas ainda na rua”, explicou.
Segundo ele, dentro do horário de funcionamento, todos os eleitores que conseguem entrar no prédio são atendidos.
“Quando as pessoas entram, elas são atendidas dentro de um tempo razoável. Claro que quem chega por último sempre demora um pouco mais, mas até agora conseguimos atender todos que estão na fila dentro do nosso expediente”, ressaltou.
Para reduzir os impactos da alta demanda, a Justiça Eleitoral está ampliando a capacidade de atendimento. Atualmente, cinco dos oito guichês estão em funcionamento.
“Firmamos um convênio com a Prefeitura de Feira de Santana, que vai encaminhar mais atendentes. Em breve, vamos operar com os oito guichês funcionando para tentar atender a todos que nos procuram”, disse.
Apesar disso, o chefe da Zona Eleitoral alertou para os riscos de deixar a regularização para a última hora.
“Quem deixa para a última hora geralmente pega fila e, em alguns casos, termina não sendo atendido como gostaria, porque não temos capacidade de atender a todos ao mesmo tempo”, afirmou.
Danilo também reforçou que grande parte dos serviços eleitorais pode ser feita de forma online, sem necessidade de comparecimento presencial.
“Hoje, quase todos os atendimentos estão disponíveis na internet. Basta acessar o site do TSE, em tse.jus.br, e procurar pelo Autoatendimento do Eleitor”, orientou. Pelo portal, é possível solicitar mudança de dados, alteração de município ou local de votação, emitir certidão de quitação eleitoral e pagar multas, entre outros serviços.
Outra opção é o aplicativo e-Título. “Muita coisa também está disponível no aplicativo. O eleitor pode resolver várias pendências no conforto do lar, sem precisar vir até a Justiça Eleitoral e enfrentar fila”, destacou.
O atendimento presencial é obrigatório apenas para quem ainda não possui biometria.
“Se o eleitor não tem biometria, ele precisa vir presencialmente para que possamos coletar os dados biométricos. Mas quem já tem, consegue resolver praticamente tudo pelo site ou pelo aplicativo”, explicou.
Para quem precisa comparecer à unidade, é necessário apresentar um documento oficial com foto, como RG ou Carteira Nacional de Habilitação. Também são aceitos a carteira de trabalho física e carteiras profissionais reconhecidas. Além disso, é exigido comprovante de residência. No caso de eleitores do sexo masculino que completam 19 anos em 2026, é obrigatória a apresentação do comprovante de quitação do serviço militar.
*Com informações do repórter JP Miranda