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Após irregularidades em fábrica na Bahia, comitê vai monitorar atuação da BYD em Camaçari 

O comitê será responsável também por avaliar as condições de trabalho, alimentação, segurança e moradia dos funcionários terceirizados

Por Rafa
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
Foto: Divulgação/ BYD
Foto: Foto: Divulgação/ BYD

Após diversas denúncias referentes às condições de trabalho degradantes, a BYD informou na última quinta-feira (16) que contratou uma construtura brasileira para realizar as adequações nas obras da fábrica de Camaçari. A construtura fará os ajustes necessários para que o Ministério do Trabalho e Emprego suspenda os embargos parciais e a obra seja totalmente retomada. No entanto, o nome da nova construtora e o plano de ação ainda não foram divulgados.

A BYD alega que criou um comitê de compliance — conjunto de procedimentos e práticas que uma empresa deve seguir para estar conforme as leis, normas e regulamentos — para acompanhar de perto a conclusão da obra. A primeira reunião aconteceu no dia 8 de janeiro, quando o comitê foi oficialmente instituído, e a segunda aconteceu na manhã desta quinta-feira (16).

Segundo a empresa, ele é formado por representantes da BYD, escritórios de advocacia, especialistas em direito trabalhista e segurança do trabalho, além de um consultor independente, que estão se reunindo periodicamente para acompanhamento e cumprimento da legislação brasileira e para implementar melhorias nos processos durante todas as etapas da construção do complexo fabril.

O comitê será responsável também por avaliar as condições de trabalho, alimentação, segurança e moradia dos funcionários terceirizados. O fabricante reforça “o comitê tem total liberdade para atuar na correção de qualquer eventual problema que possa surgir”.

Denúncias

Desde o final de novembro de 2024, o Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e investigações do Ministério Público expuseram situações de trabalho degradantes no canteiro de obras da fábrica que a BYD está construindo em Camaçari, na Bahia. 

Em dezembro, a situação ficou insustentável quando uma força tarefa integrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pela Defensoria Pública da União (DPU) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), mostrou que os trabalhadores chineses que atuavam no local estavam em situação análoga à escravidão.

*Com informações Metro 1

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