Atacante do Botafogo será julgado nesta quinta-feira (20) e pode pegar de um a seis jogos de suspensão no Campeonato Brasileiro
O atacante Arthur Cabral, do Botafogo, terá de prestar contas ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela expulsão no duelo contra o Vitória, realizado no último domingo (16), pelo Campeonato Brasileiro. O jogador foi denunciado com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punições para atitudes consideradas incompatíveis com a disciplina e a ética esportiva.
O julgamento está previsto para esta quinta-feira (20), às 10h, no Rio de Janeiro. Se for condenado, Arthur poderá ficar afastado por um período entre uma e seis partidas da competição.
A expulsão ocorreu nos instantes finais do confronto. A discussão começou após Santi Rodríguez, do Botafogo, tentar lançar a bola para fora do campo. O passe saiu com muita força e, na sequência, Jair Ventura fez um gesto irônico ao tentar alcançar a bola, simulando uma cabeçada.
A atitude provocou a reação de Arthur Cabral. O atacante se aproximou do treinador do Vitória para contestar o gesto e os dois iniciaram uma discussão.
Durante o bate-boca, Arthur levou a mão à boca enquanto conversava com Jair Ventura. O comportamento foi considerado pela arbitragem como uma infração relacionada à chamada Lei Vini Jr., que busca coibir o uso de gestos destinados a esconder possíveis ofensas durante discussões no futebol.
O atacante recebeu o cartão vermelho e deixou o campo protestando contra a decisão. A situação também acabou envolvendo outros jogadores das duas equipes, e seguranças precisaram entrar no gramado para controlar o tumulto.
A decisão da arbitragem fez de Arthur Cabral o primeiro atleta expulso no futebol brasileiro sob a aplicação dessa diretriz. A chamada Lei Vini Jr. foi criada para combater comportamentos considerados ofensivos em situações de conflito dentro dos estádios.
No episódio envolvendo o Botafogo e o Vitória, a punição levou em conta o gesto feito por Arthur ao colocar a mão sobre a boca durante a discussão com Jair Ventura.
Agora, caberá ao STJD analisar o caso e definir se haverá punição. Caso os auditores optem pela pena máxima prevista no enquadramento, o jogador poderá desfalcar o Botafogo em até seis partidas do Campeonato Brasileiro.