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Bahia e França fortalecem laços culturais e econômicos com o Festival “Nosso Futuro Brasil-França”

O evento, que integra a programação da Temporada França-Brasil, segue até o próximo sábado (8)

Por Rafa
quarta-feira, 05 de novembro de 2025
Foto: Márcia Espíndola
Foto: Foto: Márcia Espíndola

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, participou nesta quarta-feira (05), em Salvador, do Festival Nosso Futuro Brasil-França, evento que marca o início de uma nova etapa nas relações culturais e comerciais entre os dois países.

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, da ministra da Cultura Margareth Menezes e do presidente da França, Emmanuel Macron, que desembarcou na capital baiana para cumprir uma agenda voltada à cultura, à cooperação internacional e ao fortalecimento do diálogo diplomático com o Brasil.

Durante a visita, Macron e Jerônimo participaram de uma caminhada pelo Pelourinho e da abertura oficial do Festival, realizada no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). O evento, que integra a programação da Temporada França-Brasil, segue até o próximo sábado (8) e promove uma série de debates e atividades culturais que reforçam as conexões entre Brasil, França e países africanos.

O festival aborda temas como justiça territorial, igualdade de gênero, inclusão social e culturas afrodescendentes, consolidando a Bahia como um dos principais polos culturais do país e palco de discussões internacionais sobre diversidade e sustentabilidade.

Em entrevista ao programa De Olho na Cidade, o secretário Angelo Almeida destacou que o festival simboliza o fortalecimento das relações bilaterais e a abertura de novas oportunidades para a economia baiana.

“Esse tipo de parceria fortalece não só a cultura, mas também a economia. A ideia é abrir caminhos diretos para que produtos baianos, como frutas, cheguem à França sem atravessadores, gerando mais renda e oportunidades para o nosso povo”, afirmou.

Segundo ele, a Bahia tem potencial para ampliar exportações, especialmente de produtos agrícolas, aproveitando a aproximação entre os dois governos.

“Hoje, muitos produtos chegam à França por meio da Bélgica. A ideia é criar uma rota direta, sem intermediários, valorizando o produtor baiano e ampliando os ganhos do estado”, explicou.

Além das discussões culturais e econômicas, o Festival Nosso Futuro também prevê intercâmbios artísticos, exposições e apresentações que destacam a influência africana na formação das duas nações. A presença de Macron na Bahia foi vista como um gesto de reconhecimento da importância do estado na construção histórica e cultural do Brasil e da relação entre América Latina, Europa e África.

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