13/05/2026
--
De Olho na Cidade
InícioFeira de Santana
Feira de Santana3 min de leitura

Meu Bairro em Pauta: da percussão ao samba de roda, a força cultural da Baraúnas

Márcio Ribeiro relembra trajetória, raízes na percussão, integração com a Rua Nova e apresenta novo projeto voltado ao samba de roda

Por Victória Silva
terça-feira, 12 de maio de 2026 às 22:01
mostra uma coleção diversificada de instrumentos musicais organizados contra uma parede branca de textura rústica. Em destaque, há uma grande variedade de instrumentos de percussão, incluindo tambores de diferentes tamanhos e cores (preto, branco, dourado e madeira), congas e repiques empilhados. À frente dos tambores, encontram-se instrumentos de cordas, como um bandolim deitado sobre um bumbo branco e violões encostados à direita.
Foto: JP Miranda

A série “Meu Bairro em Pauta”, exibida no programa Cidade em Pauta, da Rádio Nordeste FM, destaca nesta edição a força cultural da Baraúnas, em Feira de Santana. O bairro, conhecido pela diversidade musical e pela tradição em movimentos culturais, segue formando gerações de artistas e preservando ritmos que marcam sua identidade.

O pedagogo, cantor e multi-instrumentista Márcio Ribeiro, morador da comunidade, explica que a Baraúnas não pode ser definida por um único estilo musical, já que reúne influências diversas ao longo de sua história.

Foto: JP Miranda

“A Baraúnas é rica de todos os ritmos. Teve muita música afro, estilo Olodum, Timbalada, mas hoje o forte mesmo é o samba de roda”, afirmou.

Segundo ele, a cultura musical do bairro sempre esteve em constante transformação, acompanhando as mudanças sociais e a chegada de novos estilos.

“Antes tinha muito cortejo afro, ensaios, bandas como Moçambique e Furacão do Reggae. Era uma mistura muito grande”, relembrou.

Márcio também recorda o início de sua trajetória artística ainda na infância, dentro de projetos locais e grupos musicais formados na própria comunidade.

“Eu comecei com uns seis ou sete anos no Moçambique e no Furacão do Reggae. Eu cantava desde pequeno, junto com Libu do Reggae e outros artistas daqui”, contou.

A vivência musical, segundo ele, foi fortalecida pela convivência com familiares e outros percussionistas do bairro, além da forte integração cultural com a Rua Nova.

“Meus tios eram percussionistas, e a gente sempre transitou entre Baraúnas e Rua Nova. Era uma troca cultural muito forte”, disse.

O artista lembra ainda da presença de grupos tradicionais e projetos que marcaram época, como escolas de samba e bandas locais que ajudaram a formar novos músicos.

“Tinha a escola de samba Marquês de Sapucaí, tinha o Reggae Criança, era um movimento muito grande de formação”, destacou.

Essa integração entre bairros, segundo ele, segue até hoje, com artistas circulando entre diferentes comunidades e fortalecendo a cena cultural de Feira de Santana.

“Você via essa mistura toda: gente da Baraúnas, da Rua Nova, todo mundo junto em cortejos, festas e eventos culturais”, afirmou.

Atualmente, Márcio Ribeiro se prepara para um novo projeto musical chamado “Samba Mais Eu”, que será voltado exclusivamente ao samba de roda e terá apresentações ao longo do ano.

“É um projeto novo, só com samba de roda, que vai sair no cortejo do Bando Anunciador e rodar durante o ano todo”, explicou.

*Com informações do repórter JP Miranda

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.