A atuação destacada pelo BNDES na Bahia demonstra que, embora a COP30 aconteça na Amazônia, seus efeitos e investimentos repercutem diretamente no desenvolvimento sustentável da Bahia
Durante entrevista concedida na COP30, em Belém, a diretora do BNDES, Tereza Campello, destacou não apenas o avanço das doações internacionais ao Fundo Amazônia, mas também a forte atuação do banco em territórios baianos, com foco em desenvolvimento sustentável, combate à pobreza e preservação ambiental.
Segundo ela, a Bahia hoje é uma das prioridades dentro da agenda climática do BNDES. “O BNDES tem uma atuação muito forte na Bahia, inclusive com a população pobre e ligada à agenda climática”, afirmou.
Um dos principais programas citados por Tereza é o Sertão Vivo, desenvolvido em parceria com o Governo da Bahia, que já alcança mais de 300 mil pessoas em comunidades rurais. O objetivo é ampliar a resiliência climática, combater a pobreza e promover práticas sustentáveis adaptadas ao semiárido.
“É um projeto que chega a mais de trezentas mil pessoas nas comunidades rurais, para combater a pobreza e gerar resiliência climática, como estamos fazendo na Amazônia”, destacou.
A diretora reforçou que a Bahia vem recebendo investimentos robustos. “Quase trezentos milhões de reais na Bahia”, disse, enfatizando que essas ações envolvem parceria com o governo Jerônimo Rodrigues e com diversos municípios localizados nas regiões mais áridas e vulneráveis.
Durante a entrevista, Campello chamou atenção para a importância estratégica da caatinga, bioma exclusivo do Brasil e extremamente sensível às mudanças climáticas. Ela lembrou que áreas do norte da Bahia e regiões próximas à divisa com Pernambuco já enfrentam fortes processos de desertificação.
“Nós temos que combater essa desertificação, e a melhor forma é recatingar”, afirmou. Segundo ela, preservar a caatinga e promover sua recuperação traz benefícios ambientais e econômicos:
“A caatinga é riquíssima em biodiversidade. Ela captura carbono e ajuda a manter o planeta mais frio. Além disso, gera emprego e renda, porque há frutas, produção e atividades que sustentam muitas famílias.”
O BNDES já executa ações de "recaatingamento" em diversos estados do Nordeste, inclusive na Bahia, seguindo a mesma lógica aplicada na recuperação da floresta amazônica.
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém