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Câmara de Feira aprova uso da Bíblia como material de apoio nas escolas públicas e privadas

Para que a lei entre em vigor, o projeto precisa ser sancionado pelo Poder Executivo.

Por Rafa
quinta-feira, 09 de outubro de 2025
Foto: O Globo
Foto: Foto: O Globo

Deverá ser autorizado, em Feira de Santana, o uso da Bíblia Sagrada como material de apoio e pesquisa nas escolas públicas e privadas do município. A medida foi aprovada por meio de um projeto de lei na Câmara Municipal. A matéria, de iniciativa do vereador Edvaldo Lima (União), prevê que a utilização do Livro Sagrado deve ocorrer exclusivamente com fins culturais, históricos, geográficos, literários e arqueológicos. Para que a lei entre em vigor, o projeto precisa ser sancionado pelo Poder Executivo.

A aprovação do projeto ocorreu por maioria dos votos dos parlamentares presentes. Votaram contra Eremita Mota (PP) e Professor Ivamberg Lima (PT). A utilização da Bíblia, conforme a redação da norma, deverá ocorrer de forma complementar em projetos pedagógicos nas áreas de história, literatura, filosofia, ensino religioso, artes, geografia e arqueologia. A inclusão de conteúdos bíblicos será facultativa, “respeitando a liberdade de consciência e crença de alunos e professores”, não sendo, em hipótese alguma, obrigatória a participação nas atividades propostas.

O vereador Edvaldo Lima reforça que a proposta não tem caráter religioso ou doutrinário: “Destina-se apenas ao enriquecimento dos conteúdos escolares, sendo a Bíblia considerada um instrumento de conhecimento reconhecido mundialmente”. Fica assegurada às instituições de ensino a autonomia didático-pedagógica para decidir sobre o uso ou não da Bíblia nos projetos e atividades complementares.

Edvaldo ainda reforçou a intenção do projeto:

“A Bíblia ensina valores, orienta sobre o que é bom e ajuda no discernimento. Nosso objetivo é oferecer a oportunidade para que quem quiser, possa se aprofundar nesse conhecimento.”

O vereador também comentou sobre a polêmica gerada entre vereadores.

“Fiquei muito triste com dois professores que se opuseram ao projeto. Um deles, competente e com sua capacidade intelectual, disse que a Bíblia é a regra de fé dele, mas não compartilha esse conhecimento com os outros. É importante que todos possam conhecer a Bíblia, assim como a história, ciência, matemática e filosofia. As pessoas têm direito a essa leitura e reflexão.”

*Com informações do repórter JP Miranda

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