06/07/2026
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Candidatos do REDA para professor pedem anulação da prova

Representantes alegam que prova foi mal elaborada

Thaciane MendesRedação: Thaciane Mendes
quinta-feira, 28 de setembro de 2023 às 11:13

Candidatos do processo seletivo de REDA para professor estão solicitando anulação da prova, que foi realizada no último domingo (24). Uma lista de petição foi criada para encaminhar o pedido de anulação e já conta com 428 assinaturas.

Os candidatos se dirigiram a Câmara de Vereadores para pedi apoio aos parlamentares. Segundo um dos representante, a ação é necessária pois a prova foi mal elaborada.

"A prova trouxe questões copiadas e coladas de outros certames, questões com gabaritos errados, questões copiadas e coladas de textos aleatórios da internet. Tudo isso prejudicou muitos candidatos. Das 80 vagas disponibilizadas, apenas 21 candidatos de 3 mil candidatos inscritos foram aprovados.
Então, estamos reivindicando a banca que fez a prova", disse a representante, que preferiu não se identificar, em entrevista ao De Olho na Cidade.

Ainda, a representante destaca que não é a primeira vez que divergências com o processo seletivo ocorrem pois a avaliação inicialmente estava marcada para o dia 17 de setembro, mas foi anulada.

"No dia 17 de setembro foi feita a primeira prova e foi anulada, porque no edital dizia que apenas seriam questões pedagógicas e quando a gente chegou para fazer a prova tinham questões de português e matemática. Esse já foi o primeiro desencontro da banca que realizou a prova. Até os recursos que a gente fez foram negados, então estamos procurando reivindicar e anular essa prova", salienta.

Outra representante da causa afirma que os candidatos tiveram gastos para participar do processo seletivo e não foram atendidos a altura do esperado. Ela também destaca que a organização no dia de aplicação de prova não cumpriu com o principio de transparência.

"Queremos mais que a banca examinadora seja destituída, porque é uma banca que fez inúmeros problemas. Houveram pessoas que tiveram gastos, saíram de suas cidades, deixaram seus filhos em casa, e, no final das contas, a sensação é que fomos feitos de palhaços. Isso é inaceitável, não podemos nos calar perante o que está acontecendo, porque a educação de Feira está cada dia mais precarizada. Houveram candidatos, no primeiro momento, que entraram sem RG e com celulares ligados. Para piorar ainda a situação, nesse último domingo, deixaram a gente nas mesmas salas que já tínhamos feito a primeira prova, que foi cancelada. Foi tudo no mesmo espaço e na mesma sala, o que fere o princípio da transparência. Eu estou em busca das respostas e dos encaminhamentos, porque a Prefeitura, a Secretaria de Educação, tem que procurar os meios cabíveis", afirma a representante, acrescentando que o Ministério Público (MP) também deve ser acionado na questão.

*com informações do repórter Robson Nascimento

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