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Casos de dengue caem drasticamente em Feira de Santana após ações integradas da Prefeitura

Trabalho conjunto entre Saúde, agentes de endemias e Serviços Públicos contribuiu para redução dos índices da doença, afirma secretário

Thaciane MendesRedação: Thaciane Mendes
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025 às 06:00
Foto: Divulgação/SMS
Foto: Divulgação/SMS

Os casos de dengue em Feira de Santana apresentaram uma queda significativa ao longo de 2025, resultado de um conjunto de ações planejadas e integradas entre a Secretaria Municipal de Saúde e outras pastas da administração pública. A avaliação foi feita pelo secretário de Saúde, Rodrigo Matos, ao comentar os avanços do setor durante o balanço anual da gestão.

De acordo com o secretário, o cenário enfrentado no ano anterior, marcado por superlotação em unidades de saúde e risco elevado de complicações, não se repetiu com a mesma intensidade em 2025.

“No ano passado se falava muito em dengue, em montar tendas por causa do risco de morte e porque as policlínicas não estavam dando conta. Este ano, o número de casos caiu drasticamente”, afirmou.

Conforme levantamento divulgado pela Prefeitura de Feira em outubro deste ano; até setembro, o município registrou 2.015 notificações e 532 casos confirmados. Em 2024, no ano inteiro, foram 17.144 notificações e 8.362 confirmações. Na comparação, houve queda expressiva tanto em relação às notificações, quando em relação aos casos confirmados, refletindo resposta rápida e contínua da rede municipal.

Rodrigo Matos destacou que a redução não aconteceu de forma aleatória, mas foi fruto de planejamento e de um trabalho intersetorial, envolvendo especialmente os agentes de endemias e a Secretaria de Serviços Públicos. Segundo ele, bairros que historicamente apresentavam altos índices de casos, como Parque Ipê, Tomba e Cidade Nova, receberam ações direcionadas e monitoramento constante.

“Os agentes de endemias tiveram um papel fundamental, assim como a Secretaria de Serviços Públicos, que realizou mutirões de limpeza nos locais que a gente identificava com maior índice de infestação. A gente mapeou os principais gargalos, atuou de forma pontual nessas áreas e conseguimos reduzir o índice de infestação, o que impactou diretamente nos indicadores da cidade”, explicou.

O secretário ressaltou ainda que os resultados obtidos reforçam a importância da gestão baseada em dados, planejamento e transparência, especialmente com a saúde pública.

“Indicador bom não vem por acaso. Ele vem com trabalho, planejamento, ações assertivas e transparência. É isso que faz a diferença no atendimento à população. Quando você planeja, age antes e trabalha de forma integrada, o impacto é muito maior. Isso nos dá a confiança de que podemos avançar ainda mais em 2026”, pontuou.

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