Diretor da unidade destaca cursos técnicos e qualificação profissional como estratégia para combater o êxodo rural
A formação de mão de obra qualificada para o setor agropecuário tem sido uma das principais apostas do Centro de Excelência em Zootecnia do SENAR, em Feira de Santana. A unidade oferece cursos voltados à capacitação de jovens e trabalhadores do campo, com o objetivo de fortalecer a produção rural e estimular o retorno de profissionais ao setor.
De acordo com o diretor do centro, Francisco Salles, a instituição tem ampliado as oportunidades de formação na área do agronegócio, com cursos técnicos e programas de qualificação de curta duração.

“Aqui nós temos cursos de preparação de mão de obra rápida, de cerca de seis meses, e também cursos com duração de dois anos nas áreas de zootecnia e agropecuária”, explicou.
Segundo ele, a expectativa é ampliar ainda mais a oferta de formação nos próximos anos, inclusive com novos formatos de ensino.
“Futuramente teremos cursos também no período da noite e até cursos de nível superior voltados para a área agropecuária”, afirmou.
Os interessados em participar das formações oferecidas pelo SENAR podem realizar a inscrição por meio do site da instituição. No entanto, o diretor ressalta que existe um processo de seleção voltado especialmente para pessoas ligadas ao meio rural.
“O acesso é feito através do site do SENAR. Depois da inscrição, realizamos uma triagem, porque aqui recebemos principalmente pessoas que têm ligação com o setor rural”, destacou.
Um dos principais objetivos da instituição é preparar jovens para atuar no campo e ajudar a reduzir o êxodo rural, fenômeno que tem levado muitas pessoas a deixarem as comunidades rurais em busca de oportunidades nas cidades.
Para Francisco, investir em ciência, tecnologia e qualificação pode ajudar a tornar o setor mais atrativo para as novas gerações.
“Nosso objetivo é preparar jovens para que possam retornar ao meio rural. Houve um êxodo muito grande e precisamos formar esses alunos em ciência e tecnologia para tornar a produção rural mais forte e mais produtiva”, afirmou.
Ele observa que a migração para os centros urbanos tem impactado diretamente a mão de obra no campo.
“Hoje muita gente não quer mais ficar no setor rural. Muitos vão para a cidade em busca de emprego. Até escolas que existiam na zona rural estão sendo transferidas para áreas urbanas”, comentou.
Segundo o diretor, essa mudança de cenário tem provocado transformações culturais no campo.
“O filho do vaqueiro, por exemplo, muitas vezes prefere ir para a cidade em busca de outras oportunidades e acaba se afastando das atividades rurais”, explicou.
*Com informações do repórter JP Miranda