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Cesta básica tem queda de preço em Feira de Santana

No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, de agosto de 2024 a agosto de 2025, o aumento é de 12%.

Redação:
quarta-feira, 17 de setembro de 2025 às 07:00
Imagem de Cesta básica tem queda de preço em Feira de Santana

O valor da cesta básica em Feira de Santana registrou redução em agosto de 2025, segundo dados do programa Conhecendo a Economia Feirense, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). O custo médio passou a ser de R$ 555,59, uma queda de 4,02% em relação a julho. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, de agosto de 2024 a agosto de 2025, o aumento é de 12%.

Entre os produtos analisados, o leite teve alta de 2,73% e o pão de quase 2% no período. Já as maiores reduções foram registradas no tomate (-24%) e no arroz (-5%).

O professor e economista da UEFS Rosevaldo Ferreira explicou que a variação de preços está ligada a fatores como oferta e demanda, além de questões macroeconômicas.

“A inflação é medida pelo IPCA, calculado pelo IBGE, e tem impacto direto no preço dos alimentos, que compõem grande parte da cesta básica. Esse aumento reflete a pressão inflacionária sobre produtos essenciais”, afirmou.

Rosevaldo destacou que custo de produção, desvalorização cambial, condições climáticas e maior renda disponível são elementos que influenciam os preços.

“Quando o consumidor tem mais renda, o vendedor muitas vezes aumenta o preço. Em uma cidade como Feira de Santana, essa inflação pode se manifestar de forma um pouco diferente, mas segue o padrão nacional de alta”, disse.

O economista também apontou que a posição geográfica de Feira de Santana, com entroncamento rodoviário, ajuda a equilibrar os preços.

“O atacadista de alimentos tem opções de abastecimento. Se o produto está caro em uma região, ele busca em outra, mantendo preços mais acessíveis”, explicou.

Segundo a pesquisa, a cesta básica compromete 39,57% do salário mínimo líquido.

“Quanto maior essa porcentagem, menor é o poder de compra. Isso revela a pressão econômica especialmente para famílias de baixa renda, que têm mais dificuldade de acesso a bens e serviços além do mínimo essencial”, observou Rosevaldo.

*Com informações do repórter JP Miranda

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