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Comerciantes podem garantir aposentadoria maior com planejamento e orientação jurídica, alerta advogada

Comerciantes correm risco de prejuízo ao pagar INSS sem planejamento

Por Rafa
sábado, 19 de julho de 2025
Imagem de Comerciantes podem garantir aposentadoria maior com planejamento e orientação jurídica, alerta advogada

Durante o quadro Direito em Pauta no programa De Olho na Cidade, a advogada Dra. Paloma Barbosa, especialista em Direito Previdenciário e sócia do escritório Parish & Zenandro Advogados, esclareceu dúvidas sobre os direitos dos comerciantes perante o INSS e reforçou a importância do planejamento para garantir uma aposentadoria mais vantajosa.

“É muito importante saber se o comerciante está recebendo pela empresa ou não”, destacou. Segundo ela, a forma de contribuição influencia diretamente nos valores e tipos de aposentadoria possíveis. “Se o comerciante tem empresa formalizada, essa empresa é responsável por recolher o INSS, com alíquota de 11% para o contribuinte e 20% de patronal. Já o MEI (Microempreendedor Individual) paga 5% sobre o salário mínimo, somado ao imposto de acordo com sua atividade.”

No entanto, quem não tem empresa formalizada pode contribuir como pessoa física, o chamado contribuinte individual. Nesse caso, há duas possibilidades: o plano simplificado, com alíquota de 11% sobre o salário mínimo (que dá direito apenas à aposentadoria por idade e no valor de um salário mínimo), ou o plano normal, com alíquota de 20% sobre um valor livre, permitindo aposentadorias com valores superiores.

Questionada sobre contribuições atrasadas, a advogada foi categórica ao dizer que o recolhimento retroativo é possível, mas exige cautela.

“O INSS aceita recolhimento em atraso desde que se comprove que havia exercício da atividade remunerada no período. É necessário recolher com o código correto, pagar juros e multa, e mesmo assim, o tempo só será validado se houver comprovação real.”

Dra. Paloma alertou para os riscos de recolhimentos feitos sem orientação. “Muita gente emite guias por conta própria e acaba contribuindo errado. Isso pode resultar em perda de dinheiro, porque os valores pagos não são devolvidos. Além disso, o contribuinte pode cair na malha fina da Receita Federal por inconsistências entre o recolhimento e a declaração de renda.”

Ela lembrou que contribuições equivocadas podem inclusive levar ao indeferimento da aposentadoria ou atrasar a concessão do benefício.

“Planejamento é essencial. Antes de emitir qualquer guia, consulte um advogado previdenciarista de confiança.”

De acordo com Dra. Paloma, muitos comerciantes acabam recebendo aposentadorias no valor mínimo por erros comuns: declarar pro-labore abaixo da realidade, contribuir com valores baixos, usar códigos errados ou deixar lacunas no histórico de contribuições.

“A aposentadoria é o reflexo exato do que você contribuiu. Com técnica e estratégia, é possível transformar isso em um benefício muito maior.”

Ela reforçou que o ideal é realizar um planejamento previdenciário, com análise de todas as contribuições e escolha da melhor base de cálculo e modalidade.

“É possível construir uma aposentadoria de R$ 5 mil, R$ 7 mil ou até mais. Mas isso só é possível com orientação técnica adequada.A aposentadoria do comerciante não acontece de forma automática. Não depende só do tempo ou da idade. Ela precisa ser construída com estratégia. O sistema do INSS é técnico, cheio de detalhes e exige atenção, principalmente de quem teve múltiplos CNPJs ou contribuições irregulares.”

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