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Comitiva de Feira de Santana segue para Brasília para a 2ª Marcha das Mulheres Negras

A expectativa é que a mobilização fortaleça o debate sobre políticas públicas e reafirme a voz das mulheres negras em todo o país.

Por Rafa
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.
Foto: Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

A Rede de Mulheres Negras da Bahia estará representada em Brasília na próxima terça-feira (25) durante a 2ª Marcha das Mulheres Negras. A comitiva feirense embarca neste domingo (23).

Tânia Márcia Pereira, integrante do Comitê Impulsor da marcha, destacou a importância do movimento, que deve reunir um milhão de mulheres negras do Brasil e de outros 20 países, tornando o ato uma mobilização global.

Foto: JP Miranda

“Nós tivemos a nossa primeira marcha em 2015, quando reunimos cem mil mulheres em Brasília. Agora, voltamos com a segunda marcha, com o tema ‘reparação e bem viver’, onde iremos reunir um milhão de mulheres negras”, afirmou.

Segundo Tânia Márcia, o principal objetivo da mobilização é reafirmar a luta histórica das mulheres negras por direitos, justiça e garantia de vida digna.

“O objetivo da marcha é a reparação histórica por tudo que o nosso povo negro sofreu, não só durante a escravidão, mas pelo que sofre até hoje. E também pelo bem viver”, explicou.

Ela destacou que o conceito de “bem viver” vai além do conforto material: “O bem viver é diferente de viver bem. É dormir tranquila sabendo que meu filho, jovem negro, pode sair a qualquer hora sem que eu tenha medo de ele voltar para casa ou não.”

Assim como em 2015, a marcha resultará em um documento oficial com as principais demandas da população negra. A carta será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Fizemos uma carta com todas as demandas específicas do nosso povo, justamente por reparação e bem viver. Em 2015 entregamos um documento à presidente Dilma, e nesses dez anos seguimos lutando para que aquilo fosse contemplado. Agora, voltamos porque ainda há direitos não implementados e que precisam ser respeitados”, destacou.

A expectativa, segundo Tânia Márcia, é que a mobilização fortaleça o debate sobre políticas públicas e reafirme a voz das mulheres negras em todo o país.

*Com informações do repórter JP Miranda

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