Segundo ele, a preocupação da Defensoria Pública e de associações de classe é garantir que a ação policial ocorra dentro da legalidade, respeitando direitos fundamentais
O defensor público João Gabriel Soares comentou sobre a recente operação policial no Rio de Janeiro, destacando a necessidade de cautela e apuração detalhada diante de informações ainda incompletas.
Segundo ele, a preocupação da Defensoria Pública e de associações de classe é garantir que a ação policial ocorra dentro da legalidade, respeitando direitos fundamentais. “Vimos nota hoje da ANADEP, a Associação Nacional dos Defensores, e é como deve ser: temos que estar atentos sobre o cumprimento da lei nessa operação”, afirmou.

João Gabriel destacou que o debate público muitas vezes é marcado por julgamentos precipitados. “É preciso primeiro obter as informações, sem julgamentos açodados, nem de um lado nem do outro. Sempre vemos muita passionalidade, tanto para demonizar a polícia quanto para exaltar demais a operação”, disse.
O defensor enfatizou a necessidade de investigação técnica e criteriosa sobre os resultados da ação. “Temos que apurar se as mortes que ocorreram foram em legítima defesa ou se houve execuções. Apesar da legitimidade prévia do agente policial, é preciso verificar de fato se houve legalidade na reação à operação”, explicou.
Ele concluiu reforçando a importância da serenidade das autoridades na apuração dos fatos. “As autoridades precisam atuar com serenidade e verificar o que ocorreu. Se houver violação, devem ser tomadas as medidas cabíveis que a lei exige. O cidadão pode ter sua opinião, mas a apuração deve ser técnica e imparcial”, finalizou João Gabriel.
*Com informações do repórter JP Miranda