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Defensores Públicos da Bahia mantêm greve por tempo indeterminado

O defensor público Maurício Moutinho detalhou a situação atual da categoria e os motivos da greve.

Por Rafa
domingo, 26 de maio de 2024 às 12:01
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os defensores públicos da Bahia estão há mais de oito dias de greve e anunciaram que a paralisação continuará por tempo indeterminado. Em Feira de Santana, uma coletiva de imprensa foi realizada na última sexta-feira (24), onde o defensor público Maurício Moutinho detalhou a situação atual da categoria e os motivos da greve.

"Nós, defensores públicos, suspendemos parte das nossas atividades, mas não estamos de braços cruzados", afirmou. Ele destacou que os defensores continuam atendendo casos urgentes e inadiáveis, como questões de saúde, busca e apreensão de filhos, audiências de custódia e apreensão de adolescentes. "Ninguém consegue prever tudo que vai acontecer, e os defensores são encaminhados para avaliar esses casos urgentes", explicou.

O principal pleito dos defensores públicos é o respeito à instituição, conforme previsto na Constituição e na lei.

"Queremos que a Defensoria Pública seja respeitada de verdade, no nível de respeito que a Constituição e a lei preveem", enfatizou. Ele destacou a necessidade de uma estrutura adequada e equiparação remuneratória com outras carreiras jurídicas.

Moutinho alertou sobre a migração de defensores públicos da Bahia para outras carreiras devido à desvalorização salarial.

"A defensoria da Bahia paga quase a metade do que um defensor ganha em outros estados", disse. Ele citou exemplos de ex-colegas que deixaram a Bahia por melhores condições em outros estados.

"Esses colegas migraram porque buscaram locais onde a instituição é mais respeitada e tem mais orçamento", afirmou. Ele destacou que a desvalorização da Defensoria Pública na Bahia afeta não apenas os defensores, mas também a população que depende de seus serviços. "Nós não estamos pedindo só por nós, estamos pedindo para garantir que vocês, que são o povo, também sejam respeitados e protegidos", concluiu.

*Com informações do repórter Robson Nascimento

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