Advogados afirmam ao STF que arma passou por alteração interna após percepção de efeitos de remédios psiquiátricos no ex-presidente
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou nesta quarta-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal que a pistola apreendida com um militar de sua equipe de segurança teria sido modificada previamente para ficar sem funcionamento adequado. Segundo os advogados, a decisão de retirar o percussor da arma teria sido tomada pela equipe de proteção do ex-presidente devido aos efeitos de medicamentos psiquiátricos que ele utilizava.
Na manifestação enviada ao STF, a defesa argumenta que os remédios teriam impacto na capacidade cognitiva de Bolsonaro e que isso teria levado integrantes da segurança, sem comunicação prévia, a desativar o mecanismo da arma. O documento também cita que o episódio estaria relacionado a um quadro de saúde em tratamento, incluindo efeitos colaterais atribuídos às medicações.
Os advogados sustentam ainda que o ex-presidente só percebeu a falha ao manusear a pistola e tentar utilizá-la, momento em que teria identificado o problema. Após isso, ele teria solicitado a um dos militares responsáveis pela segurança que encaminhasse o equipamento para manutenção.
A pistola Glock calibre 9 mm, registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal na madrugada de segunda-feira (15). O armamento estava com um militar ligado ao Gabinete de Segurança Institucional, que afirmou em depoimento que a arma seria levada para reparo e posterior devolução.
Embora regularizada, a arma foi recolhida porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo não estava no veículo no momento da fiscalização. Diante da determinação do STF, a defesa também informou que Bolsonaro não pretende solicitar a devolução do armamento enquanto estiver em prisão domiciliar.
*Com informações Metro 1