21/07/2026
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Delegada revela que suspeito virou câmera para ocultar importunação contra moradora em condomínio de Feira de Santana

Caso ocorreu em uma academia no bairro SIM e é investigado pela DEAM; Polícia Civil apura a possibilidade de outras vítimas e busca localizar o suspeito.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
segunda-feira, 20 de julho de 2026 às 18:39
Imagem de Delegada revela que suspeito virou câmera para ocultar importunação contra moradora em condomínio de Feira de Santana

O homem flagrado praticando um ato obsceno enquanto uma moradora treinava na academia de um condomínio, no bairro SIM, em Feira de Santana, ainda não foi localizado pela Polícia Civil. O caso, registrado no último domingo (19), ganhou repercussão nacional após as imagens viralizarem nas redes sociais.

A administração do residencial informou que convocará uma assembleia para deliberar sobre as medidas cabíveis em relação ao morador suspeito. A decisão poderá ser tomada pelos próprios condôminos. Em nota, o condomínio afirmou que prestou apoio à vítima, preservou as imagens do sistema de videomonitoramento e está colaborando com as autoridades. A administração também reforçou que não tolera condutas que atentem contra a integridade física, moral ou psicológica de qualquer pessoa.

A Polícia Civil instaurou diligências por meio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana para apurar a denúncia de importunação sexual. Segundo a delegada Lorena Almeida, a descoberta do caso ocorreu por uma coincidência.

“Foi, de fato, uma obra do acaso esse fato ter se tornado público. No exato momento em que ele virava a câmera da academia para ocultar os atos dele, ela estava colocando o celular para filmar o treino. Quando pegou o celular para ver esse vídeo, foi possível ver esse ato grotesco”, explicou.

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Após identificar a situação, a vítima procurou a portaria e acionou a polícia. O suspeito, ao perceber a movimentação, deixou o condomínio correndo. A delegada informou que as imagens do sistema de segurança foram analisadas e mostram o momento da fuga.

“Foi possível ver que o indivíduo virou a câmera da academia para praticar o ato. E, quando percebeu a movimentação dela, ele evade a pé mesmo, corre do local para evitar ser preso”, afirmou.

Como o homem não foi preso em flagrante, a Polícia Civil agora depende de uma decisão judicial para efetuar a prisão. A delegada explicou que as diligências continuam para localizar o suspeito e responsabilizá-lo pelos atos.

“Uma pessoa só pode ser presa em flagrante ou em decorrência de uma decisão judicial. Ele não foi preso no momento do fato. Agora, para ser preso, a gente depende de uma ordem judicial, mas estamos diligenciando nesse sentido”, disse.

Polícia investiga possibilidade de outras vítimas

A Polícia Civil também trabalha com a possibilidade de existirem outras vítimas. Segundo Dra. Lorena, as imagens do condomínio indicam que o suspeito teria o hábito de virar a câmera para evitar ser filmado.

A delegada pediu que possíveis vítimas procurem a Deam e formalizem as denúncias.

“A gente acredita que existam, sim, outras vítimas. Muitas vezes, a vítima pode não ter sequer conhecimento, já que ele tinha esse hábito de virar a câmera. Caso existam vítimas que saibam ter sido importunadas sexualmente por ele, compareçam à Deam para serem ouvidas. Isso vai ser muito importante para a investigação”, destacou.

A delegada também alertou para a circulação de informações não confirmadas nas redes sociais e pediu que apenas dados concretos sejam repassados à Polícia Civil.

“Caso existam informações reais e concretas que possam auxiliar a Polícia Civil, a Deam de Feira de Santana está à disposição”, afirmou.

Crime pode render até cinco anos de prisão

O crime investigado é o de importunação sexual. De acordo com a delegada, a legislação prevê pena de um a cinco anos de prisão para quem pratica ato libidinoso contra alguém sem consentimento.

“O crime de importunação sexual prevê que o indivíduo pratique ato libidinoso contra alguém sem o consentimento dela e tem uma pena prevista de um a cinco anos”, explicou.

Dra. Lorena também destacou que casos de violência sexual ainda são comuns em Feira de Santana e ressaltou a importância de não responsabilizar ou revitimizar as mulheres.

“Isso acende o nosso alerta para que vítimas, pessoas que alegam ter sido vítimas de crime de natureza sexual, sejam credibilizadas e nunca revitimizadas”, afirmou.

A delegada lembrou ainda que denúncias de crimes sexuais seguem rito sigiloso e que a identidade das vítimas é preservada.

“Em crimes de natureza sexual, a gente toma todo esse cuidado para que a vítima não seja exposta e não seja revitimizada”, disse.

A Deam de Feira de Santana informou que permanece à disposição de vítimas de crimes sexuais e violência doméstica. A investigação continua e o suspeito ainda não foi encontrado.

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