Criminosos têm usado chips de aparelhos roubados para acessar dados pessoais e aplicar fraudes, como transferências via Pix e invasão de contas em nuvem.
O número de golpes financeiros envolvendo celulares furtados ou roubados tem crescido de forma preocupante em todo o país, e Feira de Santana não é exceção. Segundo a Polícia Civil, criminosos têm usado chips de aparelhos roubados para acessar dados pessoais e aplicar fraudes, como transferências via Pix e invasão de contas em nuvem.
O delegado José Marcos, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, explicou que o problema vai muito além do valor do aparelho.
“Hoje em dia, os criminosos, quando furtam ou roubam um celular, não visam apenas o bem material, mas principalmente o conteúdo que está dentro do aparelho”, afirmou.
Ele destacou que o uso indevido de dados é uma prática em expansão. “Há uma verdadeira epidemia de golpes pela internet, que explodiu na pandemia e persiste até hoje. Estudos mostram que quem tem o celular furtado ou roubado tem três vezes mais chances de ser vítima de um golpe futuro”, alertou.
O delegado chamou a atenção para o risco específico do chip físico. “Mesmo com bloqueio por biometria ou reconhecimento facial, nada garante a segurança total. O criminoso pode retirar o chip do aparelho e inserir em outro celular. Com isso, ele consegue solicitar a recuperação de senhas de aplicativos, inclusive de bancos, via SMS”, explicou.
Como medida de prevenção, José Marcos recomenda cuidados extras: “Se possível, opte por chip virtual, que oferece uma proteção a mais. Para quem usa chip físico, é fundamental agir rápido em caso de roubo, bloqueando a linha junto à operadora e alterando as senhas de todos os serviços ligados ao número.”
A Polícia Civil reforça a importância do registro imediato do boletim de ocorrência e do bloqueio do IMEI para dificultar o uso do aparelho pelos criminosos.
*Com informações do repórter Robson Nascimento