Data lembra a Epifania do Senhor e a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus, unindo religiosidade e cultura popular
O Dia de Reis, celebrado nesta terça-feira (6), marca uma das datas mais simbólicas do calendário cristão. O pároco do Santuário Senhor dos Passos, padre Júlio Santa Bárbara, destacou o significado religioso da data, conhecida na liturgia católica como Epifania do Senhor, além da importância cultural da tradicional Folia de Reis.
Segundo Padre Júlio, a celebração recorda a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus e a manifestação de Cristo ao mundo.
“Na nossa liturgia cristã católica, lembramos esse dia como Epifania do Senhor. Epifania significa manifestação. É o reconhecimento de Jesus Cristo como salvador de todas as nações”, explicou.
Padre Júlio ressaltou que os Reis Magos, vindos do Oriente e pertencentes ao mundo pagão, simbolizam a universalidade da salvação.
“A partir desse mistério e dessa visita dos magos, se amplia a graça e a salvação para todos nós”, afirmou.
Além do aspecto religioso, o pároco destacou o valor cultural da Folia de Reis, tradição marcada pela música, pela confraternização e pela expressão popular da fé.
“A Folia de Reis é marcada por música, por comida, por alegria. É uma festa que veio da influência portuguesa e espanhola, chegou ao Brasil a partir do século XIX e está presente em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e também aqui na Bahia”, pontuou.
Para ele, a celebração é uma expressão viva da identidade do povo. “É um sinal de alegria, de amor, uma expressão familiar e cultural. Em muitos lugares, há indumentárias próprias, vestes diferentes, tudo para celebrar a presença do Deus Menino”, disse.
O padre também explicou o simbolismo dos presentes oferecidos pelos Reis Magos Baltazar, Belchior e Gaspar.
“O ouro representa a realeza, o incenso simboliza a divindade e a fé, e a mirra significa a imortalidade”, detalhou.
Padre Júlio reforçou que a Folia de Reis vai além da tradição: é fé vivida no cotidiano.
“A Folia de Reis é a expressão da nossa gente, do nosso povo, que celebra de forma bonita e peculiar o mistério de Deus Menino em nossa vida e em nossa humanidade”, concluiu.
*Com informações do repórter Rafael Marques