Serviço oferece acolhimento gratuito, atendimento multiprofissional e apoio às famílias de pessoas que enfrentam a dependência do álcool.
Celebrado em 18 de fevereiro, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo chama a atenção para os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e para a necessidade de tratamento especializado. Considerado um dos problemas de saúde pública com maior número de dependentes no país, o alcoolismo afeta pessoas de todas as idades e classes sociais.
Em Feira de Santana, o atendimento é ofertado pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD). O coordenador de Saúde Mental da Prefeitura, Andrade, explicou os principais sinais de alerta que podem indicar a dependência.
“Entre os principais sinais está a dificuldade de controlar a quantidade ou a frequência do consumo da bebida alcoólica. É muito comum o indivíduo ficar contando os dias para poder beber, geralmente esperando o final de semana como uma justificativa social para ingerir grande quantidade de álcool. Esse comportamento já é um sinal de alerta”, destacou.
Segundo ele, o que muitas vezes parece algo banal pode indicar um problema mais profundo. “A pessoa começa a organizar a vida em função do consumo. Isso demonstra que há uma relação de dependência sendo construída”, completou.
O CAPS AD oferece cuidado integral e humanizado às pessoas que sofrem com o uso de substâncias psicoativas, incluindo o álcool. De acordo com o coordenador, o serviço é baseado no acolhimento sem julgamentos.
“A gente não faz julgamento de valores. Tratamos o indivíduo e o problema que faz com que ele recorra ao uso do álcool. O atendimento é multiprofissional, com equipe formada por psicologia, psiquiatria, enfermagem, serviço social, entre outros profissionais”, explicou.
Os atendimentos podem ser individuais ou em grupo, respeitando a necessidade de cada paciente. “Estamos aqui para atender todo aquele que busca ajuda, sempre respeitando a individualidade de cada um”, afirmou Andrade.
O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, de forma ininterrupta.
Outro ponto reforçado pelo coordenador é o papel da família no processo de recuperação. “A família tem um papel muito importante. Nós também fazemos o acolhimento e o atendimento desses familiares, porque é essencial que entendam que o alcoolismo é uma doença”, ressaltou.
Ele alertou para atitudes que podem prejudicar o tratamento. “É comum ouvir que é relaxamento ou que basta parar de beber e ir para a igreja. Não é assim. A família precisa compreender que se trata de uma condição que exige acompanhamento profissional”, concluiu.
A data serve como momento de reflexão e incentivo à busca por ajuda, reforçando que o tratamento é possível e está disponível gratuitamente no município.
*Com informações do repórter Robson Nascimento