O documentário feirense Feiraguay (68’, 2025), dirigido por Francisco Gabriel Rêgo, integra a Competitiva Baiana do Panorama Internacional Coisa de Cinema, um dos mais relevantes festivais de cinema do país e a principal vitrine do audiovisual produzido na Bahia. A participação marca o lançamento nacional, baiano e internacional do filme, que inicia sua trajetória pública a partir de sua própria origem: a Bahia.
Realizado por Pau Ferro Produções e pelo Coletivo Urgente de Audiovisual (CUAL), o longa reafirma a força do cinema produzido no interior, em diálogo com a capital e com o circuito nacional. De Feira de Santana para Salvador, o percurso do filme acompanha as mesmas estradas e caminhos que estruturam a cidade que retrata; cinema do interior para a capital, para a Bahia, para o Brasil.

Segundo o diretor Francisco Gabriel Rêgo, o filme investiga o Feiraguay em sua dimensão cultural, simbólica e afetiva, mostrando que o espaço é também memória, identidade e história.
Ao transformar o centro comercial popular em paisagem sensível, o documentário revela o Feiraguay como síntese de uma cidade múltipla, atravessada por fluxos migratórios, trocas culturais e reinvenções cotidianas. Entre vozes, silêncios e deslocamentos, constrói-se um retrato afetivo e histórico de Feira de Santana.
"O Feiraguay não é apenas comércio. É memória, cultura e identidade. Ele transformou a cidade, e não há Feira sem o Feiraguay, nem Feiraguay sem Feira”, disse o diretor Francisco em entrevista ao De Olho na Cidade.
A produção também estabelece um diálogo com a história do cinema baiano, incorporando imagens do clássico Como Nasce uma Cidade, de Olney São Paulo (1973), criando uma ponte entre diferentes tempos e modos de filmar Feira de Santana. Essa escolha reforça a conexão entre o presente do Feiraguay e os registros históricos que ajudaram a moldar a identidade visual e cultural da cidade.
A obra inicia sua circulação em grande estilo, na Bahia e para a Bahia, reafirmando o vigor do audiovisual produzido fora dos grandes centros hegemônicos e a vitalidade criativa de Feira de Santana.
“Espero que, além de festivais, possamos criar espaços de exibição aqui na cidade, como cinemas de shopping ou espaços culturais, para que a população possa se conectar com o filme e com a memória viva do Feiraguay”, completa o cineasta.

Sinopse: No coração de Feira de Santana, o Feiraguay é território de encontros, onde vidas, memórias e histórias se cruzam entre bancas e corredores. O documentário acompanha as pessoas que constroem esse espaço coletivo, retratando a cidade em sua força, diversidade e reinvenção.
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