Ministro avalia condução do inquérito por Dias Toffoli e monitora desdobramentos da Operação Compliance Zero
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu antecipar seu retorno a Brasília para tratar dos desgastes que a Corte vem enfrentando com o caso do Banco Master.
Fachin estava de férias e vinha conversando com outros membros do STF sobre o caso. No entanto, ele decidiu antecipar a sua volta a Brasília. Ele desembarcou na capital federal na noite de segunda-feira (19).
De acordo com o portal G1, Fachin seguirá para o Maranhão nesta terça-feira (20) para conversar pessoalmente com o ministro Flávio Dino. Aliados revelaram que o presidente do STF já conversou com outros ministros da Suprema Corte, entre eles Dias Toffoli, relator do caso Master na Corte.
Um dos focos de Fachin deve ser a manutenção de Dias Toffoli à frente do inquérito do Caso Master. Algumas decisões do ministro vêm tendo decisões questionadas pela Polícia Federal (PF), Procuradoria Geral da República (PGR) e até pelas defesas dos investigados.
Alguns dos questionamentos a Toffoli ocorreram depois da deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, quando o ministro determinou que as provas obtidas na operação ficassem sob a guarda da PGR e não com a PF.
Após críticas, Toffoli decidiu que quatro peritos da PF poderão acompanhar a extração de dados e a perícia das provas. No entanto, delegados defendem que essa atribuição deveria caber ao setor responsável dentro da própria corporação, e não ao ministro.