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Em memória aos 60 anos da Ditadura Militar, ato é realizado em Salvador nesta segunda-feira

Marcha do Silêncio reúne parentes, amigos e companheiros de vítimas do regime

Por Isabel Bomfim
domingo, 31 de março de 2024
Foto: Arquivo Nacional/Correio da Manhã
Foto: Foto: Arquivo Nacional/Correio da Manhã

Em memória aos 60 anos do início da Ditadura Militar brasileira, parentes, amigos e companheiros de vítimas do regime realizam a Marcha do Silêncio, em Salvador, nesta segunda-feira (1º).

A concentração será realizada entre às 15h e 16h na Praça da Piedade, com saída do cortejo às 17h, percorrendo a Avenida Joana Angélica e chegando ao monumento aos mortos e desaparecidos da Ditadura Militar, no Campo da Pólvora, com participação da Banda Neojibá e dos cantores Pantera e Farofa.

O protesto é feito sem palavras,  ao som de um surdo, com fotos das vítimas empunhadas, além de flores, tochas e cruzes. 

Na Bahia, a marcha é organizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais, Abraspet, Aepet, Sindipetro Bahia, Apub, ADJC, Astap, e teve sua primeira edição em em 2019, foi suspensa pela pandemia em 2020 e 2021, sendo retomada em 2022 e 2023, e completando sua quarta edição este ano.

De acordo com o professor e sociólogo Joviniano Neto, a Marcha do Silêncio é inspirada por evento semelhante iniciado no Uruguai, que junto com Brasil, Argentina e Chile, viveram a repressão e a violência de uma ditadura militar. Para Diva Santana, ex-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais na Bahia, é preciso entender que mesmo após seis décadas da deflagração do golpe militar, a reação dos familiares, vítimas e da sociedade civil pelas buscas aos desaparecidos e pela condenação dos culpados continua forte.

Metro1

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