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Endometriose acomete 15% das mulheres do Brasil

Intensidade da cólica menstrual é o principal indicador da doença

Por Thaciane Mendes
segunda-feira, 08 de agosto de 2022
Foto: De Olho na Cidade
Foto: Foto: De Olho na Cidade

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que 15% das mulheres do Brasil sofrem com a endometriose. A doença atinge cerca de uma a cada dez em idade reprodutiva, entre 15 e 45 anos, contudo o diagnóstico pode ser tardio. Em entrevista ao De Olho na Cidade, a médica Márcia Suely explicou que a doença pode ser assintomática.

A endometriose é causada pelo crescimento anormal de células do endométrio fora do útero, podendo atingir os ovários, intestinos, trompas de falópio ou bexiga. “É como se a mulher menstruasse para dentro da cavidade, provocando um processo inflamatório", explica a doutora, que é obstetra e ginecologista.

O assunto teve destaque após a cantora Anitta revelar que possui a doença e precisaria de tratamento cirúrgico. Apesar da relevância da doença, o principal sintoma a ser detectado são as cólicas menstruais e dores nas relações sexuais, que costumam ser negligenciadas pelas mulheres.

“A maioria das mulheres acha que essas dores são normais, e por isso demoram a procurar um médico, e quando procuram,  vêm exames mais simples como a ultrassonografia, que não é capaz de detectar o tecido do endométrio em outros orgãos”.

É comum que o problema só seja detectado quando a dor só esteja em quadros intensos, e a partir disso são solicitados exames mais complexos, que costumam ser mais caros e nem todos são cobertos pelo SUS. Outro caso é quando a mulher tenta engravidar e não consegue, já que a infertilidade é uma das consequências da endometriose. 

Endometriose é uma doença crônica, não possui cura, e é tratada de forma contínua. Seu tratamento é baseado no bloqueio da ovulação, consequentemente, impedindo a menstruação. A ovulação só retorna caso a mulher deseje engravidar.

Outra etapa do tratamento é a diminuição do processo inflamatório. É importante que a paciente tenha atenção a sua dieta e evite comer alimentos que possam piorar a inflamação, além de praticar exercício físico para desenvolvimento muscular.

A intervenção cirúrgica é necessária em casos onde ocorrem lesões em algum parte do corpo, e infertilidade. Em tratamentos onde a dor é intensa ao ponto do tratamento tradicional não solucionar a cirurgia também é recomendada.

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