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Engenheira ambiental ressalta importância da justiça climática e da ação local na COP30

Ela destacou o impacto das discussões globais e a necessidade de transformá-las em ações concretas nos municípios brasileiros.

Por Rafa
sábado, 22 de novembro de 2025

A engenheira ambiental Ágata Macedo, natural de São Luís do Maranhão, participou como voluntária da Blue Zone da COP30, em Belém, e avalia que o evento representou um marco histórico especialmente para países em desenvolvimento. Ela destacou o impacto das discussões globais e a necessidade de transformá-las em ações concretas nos municípios brasileiros.

Segundo Ágata, participar da conferência foi uma experiência transformadora.

“É um evento histórico. A primeira vez que a COP acontece em um país de língua portuguesa. Para países em desenvolvimento e subdesenvolvidos, é uma discussão muito importante, especialmente quando falamos em justiça climática”, afirmou.

Ela explica que o conceito de justiça climática está diretamente ligado à responsabilidade histórica dos países ricos.

“A justiça climática é justamente isso: tentar fazer com que os países que se desenvolveram explorando o meio ambiente consigam compensar de alguma forma aqueles que hoje tentam manter o equilíbrio ambiental.”

Durante os dias de evento, Ágata atuou na Blue Zone, acompanhando debates, pesquisadores e projetos que já apresentam resultados positivos.

“Foi uma honra participar e estar nesse ambiente. Conheci muita gente séria, pesquisas relevantes, projetos que estão sendo implementados e dando certo. Para minha experiência profissional foi incrível e já estou estudando maneiras de participar da próxima COP”, contou.

A engenheira reforça que, apesar de a COP ser um evento mundial, as mudanças precisam acontecer nas cidades.

“As decisões tomadas a nível macro chegam nas cidades em forma de políticas públicas e mudança de pensamento dos governos e das pessoas. É isso que impacta de fato a vida de quem está na ponta.”

Para Ágata, educação ambiental e conservação são pilares fundamentais.

“É importante ensinar às pessoas a relevância desses debates. Ainda vemos muitos comentários negacionistas, mas hoje temos pesquisas, cientistas sérios e evidências. Esse movimento global ajuda a combater o negacionismo.”

Ela destacou que questões ambientais estão diretamente ligadas ao cotidiano da população.

“Saneamento vai além da estrutura da cidade: é saúde pública e meio ambiente. A poluição dos carros afeta a saúde, a qualidade de vida, e as pessoas muitas vezes não enxergam essa relação.”

Para Ágata, um dos pontos mais valiosos da COP30 foi fazer com que o mundo enxergasse a realidade amazônica sem filtros.

“A gente sempre quer mostrar coisas boas, mas trazer o mundo para ver a realidade de quem vive aqui foi a maior sacada da conferência. As pessoas no Brasil já sentem as mudanças do clima, das florestas, o aumento de doenças como arboviroses. Mostrar isso faz com que outros países entendam que existem populações sofrendo ainda mais.”

*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém

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