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Exercício físico protege o cérebro e pode reduzir risco de Alzheimer, destaca fisioterapeuta

Especialista explica como hábitos associados à atividade física contribuem para a memória, cognição e prevenção do declínio neurológico ao longo da vida

Redação:
segunda-feira, 30 de março de 2026 às 10:46
Foto: Adobe Stock
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A prática regular de atividades físicas vai muito além dos benefícios estéticos ou do condicionamento físico. Segundo o fisioterapeuta Vinícius Oliveira, manter uma rotina de exercícios ao longo da vida é fundamental para a saúde do cérebro, contribuindo diretamente para a prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, além de melhorar a memória e as funções cognitivas.

De acordo com o especialista, os efeitos positivos não estão apenas no exercício em si, mas em todo o conjunto de hábitos saudáveis que ele exige.

“Quando uma pessoa tem uma rotina de exercício, não é só o exercício físico em si. É o horário, a duração, a frequência semanal. Geralmente, quem pratica atividade física também controla melhor o sono, a alimentação e a hidratação”, explicou.

Vinícius ressalta que esse estilo de vida mais equilibrado impacta diretamente na saúde física e mental.

“São hábitos saudáveis durante toda a semana, todo mês, e isso gera vários impactos na saúde, prevenindo doenças e ajudando na memória, na cognição e no desempenho do sistema neuromusculoesquelético”, afirmou.

O fisioterapeuta também destaca o papel essencial da fisioterapia na prevenção do declínio funcional, especialmente durante o envelhecimento. Segundo ele, o trabalho vai desde a avaliação criteriosa até a reabilitação dos pacientes.

“O papel do fisioterapeuta é preventivo, mas também de reabilitação. A gente avalia o paciente com ferramentas específicas para cada faixa etária para entender se ele tem condições de fazer determinado exercício”, pontuou.

Ele alerta que nem toda atividade física é indicada para todas as pessoas e que a avaliação profissional é indispensável.

“É preciso diagnosticar e planejar a forma de execução. Um exercício, dependendo de como é feito, pode não fazer bem para determinado paciente. Por isso, ele precisa estar alinhado com a necessidade real de cada pessoa”, disse.

Vinícius reforça que, antes de iniciar qualquer atividade, é importante passar por avaliação médica e de profissionais capacitados, como fisioterapeutas ou educadores físicos. Isso garante segurança e melhores resultados.

“É importante saber se o paciente está apto clinicamente, se tem alguma disfunção cardíaca ou impedimento. A partir disso, definimos qual tipo de exercício ele mais se beneficia, se é treino de força, exercícios para o core ou atividades cíclicas como caminhada e corrida”, explicou.

O especialista chama atenção para riscos simples do dia a dia, especialmente entre idosos. “Uma simples caminhada pode levar a uma queda, se a pessoa não tiver força ou equilíbrio suficientes. Por isso, a avaliação é fundamental para garantir segurança”, alertou.

Estudos apontam que manter-se ativo, principalmente a partir da meia-idade, pode reduzir significativamente o risco de declínio cognitivo. Além disso, para pessoas já diagnosticadas com Alzheimer, a atividade física pode desacelerar a progressão da doença, preservando a autonomia, a mobilidade e funções cognitivas.

“O exercício físico, quando bem orientado, é um grande aliado da saúde do cérebro e da qualidade de vida”.

*Com informações do repórter JP Miranda

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