11/05/2026
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Família cobra respostas sobre morte de bebê de 3 meses em Feira de Santana

Parentes de Maria Heloá afirmam que criança apresentou sintomas graves, foi inicialmente liberada após atendimento e morreu dias depois

Por Victória Silva
segunda-feira, 11 de maio de 2026 às 10:20
Um grupo de pessoas realiza um protesto silencioso em frente à fachada de um hospital. Eles estão em pé, lado a lado, segurando cartazes brancos com textos e fotos.
Foto: JP Miranda

Familiares da bebê Maria Heloá, de apenas três meses, realizaram uma manifestação em frente ao Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, na manhã desta segunda-feira (11), cobrando esclarecimentos sobre a morte da criança. O grupo pede investigação do caso e respostas sobre o que teria provocado o óbito da bebê, ocorrido após dias de internação.

Segundo a família, Maria Heloá começou a apresentar sintomas preocupantes na madrugada de domingo (03) para segunda-feira (04), quando a mãe percebeu sangue nas fezes da criança.

A tia da bebê, Edisleide Soares, relatou que a mãe procurou atendimento médico logo no primeiro horário da segunda-feira, após enfrentar dificuldades de transporte durante a madrugada.

Foto: JP Miranda

“Minha cunhada viu a presença de sangue nas fezes, um cheiro muito forte e uma coloração tipo geleia de morango. Ela veio buscar atendimento no primeiro horário porque não tinha transporte durante a madrugada”, afirmou.

De acordo com Edisleide, no primeiro atendimento a família informou à equipe médica sobre os sintomas apresentados pela criança, mas a bebê teria sido diagnosticada inicialmente com uma possível infecção intestinal.

“A médica perguntou o que ela tinha ingerido e falou que provavelmente era uma infecção intestinal, que iria medicar e dar alta porque a menina estava sem febre. Minha cunhada tentou mostrar a foto da fralda, mas disseram que não precisava ver”, contou.

Foto: JP Miranda

Ainda segundo a família, após retornar para casa, Maria Heloá permaneceu sonolenta, apresentou vômitos e voltou a ter sangramento horas depois, o que motivou um novo retorno ao hospital.

“Quando ela apresentou novamente o mesmo sintoma, só que dessa vez com mais sangue, nós voltamos ao hospital. Minha mãe levou a fralda e, quando viram, disseram que seria necessário internar e fazer exames”, disse a tia.

Após exames, a família afirma ter sido informada de que a bebê apresentava um problema intestinal grave e precisaria passar por cirurgia de urgência.

“Disseram que o intestino estava virado e que precisaria de cirurgia urgente. Ela foi levada ao centro cirúrgico por volta das três da manhã e depois ficou na UTI”, relatou.

Foto: JP Miranda

A bebê permaneceu internada, mas teve piora no quadro clínico e morreu dias depois. A família também relatou que a irmã gêmea de Maria Heloá apresentou sintomas semelhantes, sendo levada ao hospital para avaliação.

Segundo Edisleide, exames realizados na irmã da bebê apontaram suspeita de alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

“No resultado do exame de Helena, disseram que ela está com alergia à proteína do leite de vaca. As duas tomavam a mesma fórmula há três meses e isso nunca tinha sido diagnosticado antes”, declarou.

Durante a manifestação, os familiares afirmaram que o principal objetivo é obter respostas sobre o que teria causado a morte da bebê.

“A gente quer saber o que de fato levou Eloá a óbito. Foi negligência? Foi alguma condição de saúde? Se ela tivesse sido atendida com mais atenção no primeiro momento, talvez pudesse ter sido salva. A gente só quer respostas”, afirmou a tia.

Foto: JP Miranda

Até o fechamento da matéria, o Hospital Estadual da Criança não se pronunciou oficialmente sobre as alegações da família. A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação da unidade de saúde. 

*Com informações do repórter JP Miranda

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