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Feira de Santana lidera alta de combustíveis no Nordeste e entra no radar de fiscalização nacional

Segundo o Ministério da Justiça, há indícios de aumentos “abruptos e generalizados”, muitas vezes sem relação direta com os custos reais do combustível.

Redação:
quarta-feira, 18 de março de 2026 às 06:29
Imagem de Feira de Santana lidera alta de combustíveis no Nordeste e entra no radar de fiscalização nacional

Feira de Santana voltou ao centro de uma discussão nacional que pesa diretamente no bolso da população. O município aparece como líder no aumento do preço da gasolina em todo o Nordeste, com alta de quase 20%, e agora está no foco de uma força-tarefa coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A mobilização, que reúne mais de 100 Procons estaduais e municipais, foi iniciada nesta terça-feira (17) com o objetivo de intensificar a fiscalização em postos de combustíveis em todo o país. Em Feira, onde o impacto já é sentido por motoristas, trabalhadores e pelo setor de transporte, a expectativa é de que haja uma apuração rigorosa sobre possíveis práticas abusivas.

De acordo com a Senacon, a operação está concentrada em cidades onde foram identificadas elevações expressivas nos preços do diesel e da gasolina. Os dados, fornecidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME), abrangem cerca de 19 mil postos em 459 municípios brasileiros.

Além de Feira de Santana, outras cidades também registraram aumentos preocupantes. Em Ourinhos (SP), por exemplo, o Diesel S10 chegou a R$ 9,99, com alta de 36% em apenas uma semana. Situações semelhantes foram observadas em Caldas Novas (GO) e Itabuna (BA).

No caso de Feira, o crescimento acelerado dos preços acendeu um alerta nacional. Segundo o Ministério da Justiça, há indícios de aumentos “abruptos e generalizados”, muitas vezes sem relação direta com os custos reais do combustível.

Diante desse cenário, a Senacon informou que acionou órgãos como a Polícia Federal, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), que passam a acompanhar os casos mais críticos — entre eles, o da principal cidade do interior baiano.

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