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3 min de leitura

Filme “O Diabo Veste Prada” vira alerta sobre saúde mental e hormonal da mulher moderna

Ginecologista Márcia Suely analisa filme e relaciona personagens ao cotidiano feminino

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sexta-feira, 15 de maio de 2026 às 10:17
Dra. Márcia Suely, sorrindo gentilmente para a câmera. Ela é uma mulher de pele clara, com longos cabelos castanhos-claros e mechas loiras onduladas, organizados em um penteado lateral jogado sobre o ombro direito.
Foto: Divulgação

No quadro Mulheres em Pauta, a ginecologista Dra. Márcia Suely relacionou o filme "O Diabo Veste Prada" com a realidade da mulher moderna. Segundo ela, a produção cinematográfica ajuda a refletir sobre pressões profissionais, identidade feminina e saúde física e emocional.

“O filme se conecta muito com o perfil de muitas mulheres hoje em dia, a mulher que está buscando sucesso, que quer o seu lugar ao sol e precisa de validação no mercado de trabalho”, afirmou.

A médica destacou que, na busca por reconhecimento, muitas mulheres acabam negligenciando a própria saúde.

“Ela tem família, tem marido, namorado, mas está ali querendo ser reconhecida profissionalmente e muitas vezes deixa de cuidar de si, da saúde e da família”, disse.

Personagens e o “preço do sucesso”

Ao comentar o enredo do filme, a ginecologista destacou que as personagens representam diferentes perfis femininos marcados pelo esgotamento emocional.

“As três personagens têm algo em comum: o esgotamento emocional”, explicou.

Sobre a personagem Miranda, ela destacou o impacto da vida exclusivamente profissional.

“Ela é poderosa, mas é só. Não tem família, não tem amigos. Falta alguma coisa na vida dela”, avaliou.

Já sobre Andy, a médica destacou o conflito entre carreira e identidade pessoal.

“Ela conquista sucesso, mas percebe que está deixando a própria identidade de lado e se afastando da família e do namorado”.

E sobre Emily, reforçou o cenário de exaustão.

“Ela vive estressada, não cuida da saúde e está sempre no limite, como muitas mulheres na vida real”.

Estresse x hormônios: o maior risco para a saúde feminina

A ginecologista destacou que o estresse pode ser mais prejudicial do que as alterações hormonais.

“O estresse, com certeza, adoece muito mais do que a questão hormonal”, afirmou.

Segundo ela, o equilíbrio emocional pode influenciar diretamente a saúde física.

“Se a mulher cuida da alimentação, do corpo, da espiritualidade e do bem-estar, muitas vezes chega na menopausa muito melhor do que outras”.

Atendimento médico e saúde emocional

A médica também relatou experiências de consultório para ilustrar a importância do acolhimento.

“Às vezes, nós somos o remédio para a paciente. Escutar já faz diferença no tratamento”, disse.

Ela contou o caso de uma paciente que reduziu o uso de medicamentos antidepressivos após acompanhamento mais amplo:

“Ela chegou tomando seis antidepressivos e depois conseguimos reduzir para dois, com equilíbrio emocional e metabólico”.

Espiritualidade e equilíbrio

A ginecologista ainda destacou a importância da espiritualidade no processo de saúde.

“A espiritualidade é essencial. Quando a gente se conecta com Deus e consigo mesmo, tudo flui melhor”, afirmou.

A médica reforçou a necessidade de priorizar a própria saúde antes das exigências externas.

“Antes de qualquer coisa, a mulher precisa ter identidade e prioridade na saúde e no bem-estar. Quando o trabalho começa a adoecer, não compensa mais”, finalizou.

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