A expectativa é aumentar a oferta de cirurgias para reduzir a demanda reprimida no município.
A Fundação Hospitalar de Feira de Santana segue realizando as cirurgias de redução mamária para pacientes diagnosticadas com gigantomastia após a conclusão do segundo mutirão promovido pela instituição. Segundo a presidente da Fundação, Gilberte Lucas, o foco agora é concluir os procedimentos das mulheres já selecionadas antes da abertura de uma nova etapa.
Ao todo, 500 mulheres participaram da seleção, sendo que 194 preencheram os critérios clínicos para realização da cirurgia.
"Estamos fazendo a cirurgia dessas pacientes e realizando as visitas de acompanhamento. Depois dessa etapa, vamos pensar em um novo mutirão."
Gilberte explica que o grande processo de seleção acontece em intervalos de aproximadamente dois anos, período considerado necessário para atender todas as pacientes aprovadas.

"A gente faz essa seleção em dois em dois anos. Agora seguimos operando as pacientes e acompanhando aquelas que já passaram pelo procedimento."
Apesar de ser considerada uma condição rara em termos médicos, a presidente afirma que a procura pelo serviço em Feira de Santana é elevada.
"Não consideramos rara pela quantidade de mulheres que procuram a cirurgia. Muitas apresentam mamas gigantes e sofrem com limitações físicas e dores."
Ela ressalta que a demanda não se restringe ao município e reflete uma realidade observada em diversas cidades da Bahia.
"O número de pacientes é muito grande. Outros locais tentaram realizar mutirões e encontraram a mesma alta procura."
A Fundação Hospitalar estuda ampliar a oferta do procedimento por meio da contratação de novos especialistas.
"É um projeto importante para Feira de Santana. Já estamos conversando com médicos cirurgiões para ampliar esse serviço e atender um número maior de pacientes."