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Fundo Amazônia ganha força na COP30 e amplia doações internacionais

Durante a COP30, novas contribuições foram anunciadas: Irlanda, Suíça e União Europeia aderiram ao financiamento.

Por Rafa
segunda-feira, 17 de novembro de 2025

A diretora do BNDES, Tereza Campello, destacou durante entrevista na COP30, em Belém, o avanço das doações internacionais para o Fundo Amazônia, a retomada de projetos após a paralisação no governo anterior e a forte atuação do banco em estados como a Bahia, com programas voltados para resiliência climática e combate à pobreza.

“O Fundo Amazônia foi retomado e está chegando nas comunidades”, afirma Tereza Campello

Segundo a diretora, o Fundo Amazônia passou por uma transformação após a interrupção ocorrida no governo passado.

“Nós estamos muito felizes porque o fundo tinha sido parado durante o governo do presidente Bolsonaro e foi retomado. Saímos de dois doadores históricos e hoje temos nove doadores”, afirmou.

Durante a COP30, novas contribuições foram anunciadas: Irlanda, Suíça e União Europeia aderiram ao financiamento.

“Isso mostra que o fundo não só continua atrativo, mas está chegando nas comunidades. Hoje, o Fundo Amazônia chega a mais de 650 organizações da sociedade civil e beneficia mais de 75% dos municípios amazônicos”, destacou.

Ela ressaltou que os investimentos não se restringem ao combate ao desmatamento:

“O fundo gera desenvolvimento, emprego e renda. Muita gente acha que basta preservar a floresta, mas há milhões de pessoas morando na Amazônia que precisam de oportunidades sustentáveis.”

Sobre os valores arrecadados especificamente durante o evento, Tereza detalhou: “Da Suíça foram 33 milhões; da União Europeia, 55. Somando tudo, já ultrapassamos 200 milhões de reais somente durante a COP30.”

Ela acredita que novos anúncios podem surgir ainda este ano: “Até o fim da COP o desenho deve ser esse, mas até o final do ano provavelmente teremos mais duas grandes doações. Ainda não posso anunciar”, disse.

Como despolitizar a pauta ambiental?

Ao comentar sobre a instabilidade de políticas públicas entre governos, Tereza afirmou que a sociedade precisa ser protagonista.

“Não existe lei ou decreto que impeça retrocessos. Mas políticas públicas que conquistam o coração das pessoas são difíceis de derrubar. O Fundo Amazônia foi interrompido, mas não acabou, porque isso seria uma desmoralização.”

Ela reforçou o papel da imprensa: “É muito importante divulgar resultados e mostrar à população a importância desses projetos. Quando a sociedade se engaja, fica mais difícil destruir o que funciona.”

Para ampliar a transparência e a visibilidade das ações, Tereza informou que o BNDES está lançando uma websérie sobre iniciativas apoiadas pelo fundo.

“Temos projetos sendo mostrados numa websérie no YouTube. Posso passar o contato para que vocês reproduzam nos veículos da Bahia, porque isso inspira o que podemos fazer no Nordeste.”

*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém

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