O governador ressaltou que o debate climático não se restringe à pauta ambiental, mas também representa uma oportunidade econômica.
Durante sua participação na COP 30, em Belém (PA), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, destacou que o debate sobre as mudanças climáticas precisa ser visto como um tema global, que ultrapassa as fronteiras regionais e deve envolver todos os níveis de governo e a sociedade.
“A COP é importante para o Nordeste, para o Sul, para o Sudeste, para o Centro-Oeste, para a Amazônia, para todo mundo, porque nós estamos discutindo aqui o planeta”, afirmou. “Quando discutimos o planeta, trazemos os governos regionais e locais para o debate, para que se envolvam cada vez mais em planos de ações climáticas e, com isso, possamos alcançar resultados concretos para a população.”
O governador ressaltou que o debate climático não se restringe à pauta ambiental, mas também representa uma oportunidade econômica.
“Hoje, o debate sobre mudança climática não é puramente ambiental. Ele é muito mais do que isso — é também econômico”, destacou. “Com essa agenda, podemos buscar oportunidades econômicas para a população que representamos.”
Renato apontou que o principal desafio para avançar nas políticas ambientais é ter planejamento e bons projetos, o que, segundo ele, facilita a captação de recursos e o envolvimento de parceiros estratégicos.
“O maior desafio é termos um planejamento claro, bons projetos. Eu sempre digo que, quando temos bons projetos, conseguimos bons parceiros e boas fontes de recursos”, afirmou o governador. “É preciso ter um plano organizado e estruturado, porque isso é o que nos permite buscar os investimentos necessários.”
Questionado sobre a necessidade de levar o debate para além das esferas políticas e aproximá-lo da população, o governador reconheceu que as ações só ganham legitimidade quando trazem resultados concretos.
“De fato, fazemos aqui uma discussão com pouca gente, mas isso tem que chegar na população”, avaliou.
“As pessoas só percebem a importância quando veem resultados concretos, seja de forma positiva, com as ações preventivas, ou de forma negativa, quando enfrentam eventos climáticos extremos, que infelizmente têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil.”
Renato reforçou a importância de ações proativas para que as cidades e regiões se tornem mais resilientes diante das mudanças climáticas.
“Precisamos agir de forma proativa para tornar os municípios e as regiões mais preparados para enfrentar os eventos climáticos extremos. Essa é uma responsabilidade coletiva, que começa com o planejamento e chega até a vida das pessoas”, finalizou.
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém