Apenas em 2025, o Hospital da Mulher registrou 750 bebês prematuros, correspondendo a uma taxa de 11%.
A Fundação Hospitalar de Feira de Santana esteve na Câmara Municipal nesta terça-feira (18) para apresentar as ações desenvolvidas no Mês da Prematuridade e reforçar a necessidade de ampliar o apoio às políticas de atenção materno-infantil. A presidente da Fundação, Gilberte Lucas, participou da sessão e detalhou o trabalho realizado pela rede, especialmente pelo Hospital da Mulher, referência no atendimento a gestantes e recém-nascidos.
Segundo Gilberte, a mobilização tem como objetivo alertar sobre os cuidados necessários antes, durante e após o nascimento de bebês prematuros.

“Estamos falando desse mês importante, sensibilizando para o Mês da Prematuridade. No dia 17 de novembro foi celebrado o Dia Nacional da Prematuridade, e a Fundação Hospitalar desenvolve diversas ações voltadas para esse tema”, destacou.
A presidente informou que, apenas em 2025, o Hospital da Mulher registrou 750 bebês prematuros, correspondendo a uma taxa de 11%.
“Esses bebês precisam de um cuidado maior, com serviços como UTI neonatal, berçário de médio risco e o Método Canguru em todas as fases. Mesmo após a alta, eles continuam acompanhados no ambulatório até o primeiro ano de vida por uma equipe multiprofissional”, explicou.
Gilberte ressaltou ainda que muitas mães permanecem meses acompanhando seus filhos no hospital e também necessitam de suporte.
“Há mães que passam cinco ou seis meses na unidade com seus bebês. Elas também precisam de acompanhamento psicológico e profissional, e nós trabalhamos para garantir esse cuidado”, afirmou.
Durante o mês, diversas atividades foram intensificadas.
“Ontem fizemos uma sensibilização no estacionamento do Hospital da Mulher e hoje estamos aqui na Câmara para dialogar com os vereadores sobre a importância desse apoio para que possamos implementar cada vez mais projetos”, acrescentou.
Houve ainda ações internas com mães e bebês, incluindo sessões de fotos e atividades de acolhimento. Gilberte destacou a satisfação da equipe em acompanhar a evolução das crianças.
“É uma alegria ver um bebê que nasceu com menos de um quilo, que passou por cuidados intensivos, e hoje, com dois ou três anos, está sendo acompanhado com qualidade de vida”, disse.
A presidente enfatizou que o cuidado com a prematuridade vai além do parto.
“Não é só o momento do parto. É o antes, durante e o pós-parto, que também exige acompanhamento”, reforçou.
O município conta com pré-natal iniciado nas unidades básicas de saúde. Quando identificado risco, a gestante é direcionada para atendimento especializado.
“Temos um ambulatório de saúde da mulher, com cinco médicos, exames diversos, ecofetal, nutricionista, psicóloga, neurologista, cardiologista e endocrinologista. Esse acompanhamento segue até o parto no Hospital da Mulher e continua após o nascimento”, descreveu.
Gilberte lembra que o objetivo das ações é fortalecer toda a rede de cuidado.
“Reforçamos a importância do pré-natal, dos exames complementares e da sensibilização para que mais mães e bebês tenham acesso a um acompanhamento completo e humanizado”, finalizou.
*Com informações da repórter Isabel Bomfim