10/06/2026
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De Olho na Cidade
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Implantes dentários: especialista esclarece dúvidas e combate mitos sobre dor, rejeição e recuperação

Cirurgião bucomaxilofacial explica como funciona o procedimento, cuidados no pós-operatório e destaca que a maioria dos medos dos pacientes não corresponde à realidade clínica

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sábado, 23 de maio de 2026 às 22:38
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Foto: De Olho na Cidade

A desinformação sobre implantes dentários ainda gera medo e insegurança em muitos pacientes, levando parte deles a adiar ou até desistir do tratamento. O tema foi esclarecido pelo cirurgião bucomaxilofacial Dr. Thiago Leite, que detalhou como o procedimento é realizado, seus riscos reais e os cuidados necessários no pós-operatório.

“Não dói absolutamente nada”, afirma especialista

Segundo o médico, o principal receio dos pacientes, a dor, não condiz com a realidade.

“Posso garantir que não dói absolutamente nada. A gente realiza bloqueio anestésico e o paciente não sente dor nenhuma”, afirmou.

Ele explica que, na maioria dos casos, também é utilizada sedação para reduzir a ansiedade:

“O paciente fica sonolento, tranquilo, e a gente realiza todo o procedimento com segurança.”

O especialista destaca que a recuperação costuma ser simples:

  • Uso de gelo nos primeiros 5 dias
  • Compressas mornas do 6º ao 10º dia
  • Higienização rigorosa da boca
  • Remoção de pontos por volta de 10 dias

“É um procedimento de baixa complexidade. A instalação do implante leva cerca de 15 minutos”, explicou.

O material utilizado é o titânio, considerado altamente biocompatível.

“O corpo reconhece o implante como parte dele. Em cerca de 2% dos casos pode não ocorrer a osseointegração”, disse o especialista.

Quando isso ocorre, o implante pode ser refeito sem grandes complicações.

Pacientes que ficam muito tempo sem dentes podem apresentar perda óssea.

“O osso só existe porque existe o dente. Quando ele é perdido, há reabsorção óssea”, explicou.

Nesses casos, pode ser necessário enxerto ósseo para viabilizar o implante.

Nos primeiros dias, a dieta precisa de atenção especial.

  • Primeiros 5 dias: alimentos frios ou em temperatura ambiente
  • Após esse período: alimentos mornos e quentes
  • Pacientes diabéticos e cardíacos podem fazer implante

O procedimento exige avaliação médica prévia.

“O paciente diabético ou cardiopata precisa de liberação do médico assistente”, destacou.

Também são adotadas medidas preventivas, como uso de antibióticos antes da cirurgia em alguns casos.

Com cuidados adequados, o resultado pode ser duradouro.

“Pode durar mais de 20 anos, até 25 anos, dependendo da higiene e acompanhamento”, afirmou.

Nem todo profissional pode realizar o procedimento. O especialista reforça a importância de procurar profissionais habilitados.

“É fundamental um cirurgião com experiência cirúrgica, porque existem estruturas importantes na face que precisam ser preservadas.”

Ele cita riscos como o seio maxilar e nervos da mandíbula, que exigem técnica e precisão.

O cirurgião explica que a reposição total dos dentes pode ser feita com poucos implantes:

  • Mandíbula: cerca de 4 implantes podem sustentar até 12 dentes
  • Maxila: cerca de 6 implantes podem sustentar até 10 dentes

O tratamento é dividido em duas etapas: cirurgia e prótese.

“Cada caso é individualizado. Às vezes, dois implantes já resolvem uma arcada com três dentes perdidos”, explicou.

Ele reforça que o custo varia conforme a complexidade, mas que o procedimento se tornou mais acessível ao longo dos anos.

O especialista atende em unidades da cidade, incluindo a clínica Clínica CIRFACE, o hospital Hospital EMEC e a Clínica Niro.

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