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Influenciadora digital é presa na Operação Erva Afetiva, no bairro de Itapuã, em Salvador

Com a prisão, sobe para cinco o número de presos ligados a um grupo criminoso que fazia apologia e venda de drogas nas redes sociais

Por Rafa
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
Foto: Ascom-PCBA
Foto: Foto: Ascom-PCBA

Após diligências ininterruptas realizadas por equipes da Polícia Civil, a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes 1ª DTE/Atlântico, vinculada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), prendeu, nesta quinta-feira (23), a influenciadora digital que se encontrava foragida da Justiça, principal alvo da Operação Erva Afetiva.

A investigada foi localizada em um imóvel situado no bairro de Itapuã, em Salvador, onde estava escondida na casa de uma amiga. A suspeita foi encaminhada à sede do DENARC, onde passará por interrogatório e será adotado o cumprimento das medidas judiciais cabíveis.

A operação foi iniciada ontem (22), com o objetivo de desarticular um grupo criminoso com atuação interestadual envolvido com o tráfico de drogas, que contava com a participação da influenciadora, investigada por apologia ao uso de entorpecentes e associação ao tráfico. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Salvador e cinco em São Paulo, além de cinco mandados de prisão.

A influenciadora, presa em Salvador, estava entre os alvos. Dois homens foram capturados em Lauro de Freitas e dois no estado de São Paulo, em cumprimento a ordens judiciais de prisão temporária. Um deles, localizado em Lauro de Freitas, também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

A suspeita, que possui mais de 300 mil seguidores, é apontada como articuladora do grupo. As investigações, iniciadas em 2024, indicam que ela incentivava o transporte e o consumo de drogas, orientando seus seguidores sobre como despistar a atuação policial durante viagens e deslocamentos.

A mulher já havia sido conduzida anteriormente a uma unidade policial, após ser flagrada com uma porção de droga no aeroporto. Nas plataformas digitais, fazia apologia ao uso de entorpecentes e utilizava seu alcance para comercializar maconha, com fornecedores identificados na Bahia e em São Paulo. As apurações ainda apontam que ela comprava a droga e repassava a alguns seguidores por meio de contatos em redes sociais. Em uma ocasião, no período natalino, a investigada distribuiu “kits” com cigarros de maconha nas ruas, em ato de autopromoção.

De acordo com o diretor do DENARC, Ernandes Reis, “a prisão é fruto de trabalho contínuo de inteligência policial e monitoramento, que permitiram identificar o paradeiro da suspeita e realizar a captura de forma segura e sem incidentes”.

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