Diretor da Fisk Feira, Vinícius Dattwyler, destacou exemplos de profissionais que passaram a atender clientes internacionais e anunciou novos cursos de empreendedorismo para crianças e adolescentes.
O domínio da língua inglesa pode ser um diferencial importante para empreendedores que desejam ampliar negócios, acessar novos conhecimentos e alcançar mercados fora do Brasil. O tema foi discutido no quadro Hora do Empreendedorismo, do Jornal do Meio Dia, em entrevista com Vinícius Dattwyler, diretor da Fisk em Feira de Santana.
Com atuação na cidade desde 1981, a Fisk foi fundada por Dermeval Villas Boas, pai de Vinícius, que assumiu a direção da unidade em 1992. Segundo ele, a escola é a mais antiga em funcionamento no município e, além do inglês, oferece cursos de espanhol, robótica e outras formações.
“A Fisk está em Feira desde 1981. Ela foi fundada pelo meu pai, que foi o fundador da escola aqui na cidade, e eu assumi a escola desde 1992. Então estamos falando aí de 44, 45 anos em Feira”, explicou Vinícius.
Durante a entrevista, Vinícius destacou que empreender exige conhecimentos que vão além da atividade principal do profissional. Segundo ele, vendas, marketing e gestão são algumas das áreas que precisam ser dominadas por quem pretende desenvolver um negócio.
“Quando se fala em empreender, a gente precisa dominar várias áreas. Não só conhecer a parte técnica, mas no empreendedorismo tem que dominar vendas, marketing e gestão”, afirmou.
Nesse contexto, a Fisk prepara o lançamento de novos cursos voltados ao empreendedorismo. Um deles será direcionado a crianças e adolescentes e também terá uma versão em inglês para estudantes que já possuem conhecimento intermediário ou avançado do idioma.
“Esse curso vem somar para desenvolver tanto a habilidade do inglês. O público-alvo é criança e adolescente”, explicou.
A proposta, segundo Vinícius, acompanha uma preocupação crescente das famílias com a preparação dos jovens diante das transformações provocadas pela inteligência artificial, pelas novas tecnologias e pelas mudanças no mercado de trabalho.
Para o diretor da Fisk, o inglês não deve ser visto como uma necessidade exclusiva de grandes empresas. A internet permite que pequenos empreendedores de Feira de Santana prestem serviços ou comercializem produtos para clientes de diferentes partes do mundo.
“Hoje pela internet você pode vender para qualquer lugar do mundo. A questão é que a comunicação é fundamental para que você possa estabelecer relações, criar confiança e poder atingir outros mercados”, destacou.
Vinícius citou o caso de uma aluna formada na área de design gráfico que se especializou na produção de capas de CDs e álbuns. Por meio da internet e do domínio do inglês, ela conseguiu clientes nos Estados Unidos e na Europa e passou a prestar os serviços diretamente de Feira de Santana, recebendo em dólar.
“Ela conseguiu abrir portas para bandas e artistas da Europa e dos Estados Unidos a contratarem, daqui de Feira de Santana, suas artes. E com isso, dentro de casa, em Feira de Santana, ela começou a ganhar em dólar”, relatou.
Outro exemplo apresentado foi o de um aluno contratado por uma empresa israelense que atuava com sistemas de segurança e atendia clientes internacionais. O conhecimento do inglês foi necessário para o contato com pessoas de diferentes países.
De acordo com Vinícius, não é necessário dominar o idioma como um especialista para começar a utilizá-lo no ambiente empresarial. O chamado inglês funcional pode ajudar em situações de negociação, atendimento e relacionamento profissional.
“A pessoa precisa saber conversar, precisa saber discutir pontos de negociação, pontos de divergência, até nos assuntos de negócio, marketing, venda e gestão. O inglês funcional não vem do zero. A pessoa que não sabe nada precisa primeiro ter uma base”, explicou.
Ele também chamou atenção para a quantidade de conteúdos e referências disponíveis em inglês na internet. Para o diretor da Fisk, o idioma pode permitir que empreendedores tenham contato antecipado com ideias, ferramentas e modelos de negócios desenvolvidos em outros países.
Além do curso de empreendedorismo em português, a Fisk prepara uma versão em inglês para estudantes que já possuem conhecimento do idioma. A proposta é unir educação empreendedora e desenvolvimento da comunicação internacional.
“O empreendedor abre portas, e o inglês vai fazer com que você possa alcançar lugares e voos até maiores”, afirmou Vinícius.
A escola também prepara uma nova unidade em Feira de Santana, na região da Avenida Artêmia Pires, com previsão de inauguração para o final de novembro. A unidade tradicional funciona na região da Kalilândia.
Para Vinícius, a combinação entre empreendedorismo e inglês pode contribuir para preparar jovens e profissionais para um mercado cada vez mais conectado internacionalmente.