Ana Cláudia Bastos fala sobre a forma correta de estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio usando IA
Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o uso da tecnologia tem se mostrado cada vez mais presente na rotina dos estudantes e inteligências artificiais vêm sendo utilizadas para aprimorar o aprendizado e ampliar o repertório dos alunos. Com a popularidade da ferramenta, cada vez mais profissionais da área da educação se abrem para a IA, orientando os alunos quanto ao seu uso consciente e produtivo.
Em entrevista, a professora e coordenadora pedagógica, Ana Cláudia Bastos, destaca que a IA pode ser uma grande aliada na construção do conhecimento, desde que seja usada com responsabilidade e consciência crítica.
“Hoje falar de inteligência artificial é extremamente necessário. Ela já faz parte do nosso cotidiano, seja entre adolescentes, estudantes ou profissionais de diversas áreas. Mas é importante entender que, como o próprio nome diz, ela é artificial e jamais vai substituir a inteligência humana”, pontuou a educadora.
Para a professora, o ponto chave é compreender o papel da IA como suporte “Não adianta pedir para o ChatGPT fazer um texto. Ele não deve escrever por você, mas ajudar com recursos argumentativos, discutir ideias e fornecer referências. O estudante precisa saber o que quer e ter clareza sobre o seu objetivo”, explicou.
Segundo Ana Cláudia, IAs generativas como o ChatGPT podem colaborar de forma significativa com os estudantes que se preparam para o Enem, oferecendo novas possibilidades de pesquisa, aprimorando a escrita e ampliando o repertório argumentativo.
“Essa ferramenta me dá um diagnóstico do meu nível de escrita, mostra o que preciso melhorar e me traz um leque muito maior de informações. Mas quem comanda essa inteligência sou eu”, afirmou.
Ana Cláudia também reforça que a prática da escrita continua sendo essencial para um bom desempenho na redação do Enem e acredita que o uso consciente da tecnologia pode transformar positivamente o processo de aprendizagem.
“A IA veio para nos ajudar a evoluir enquanto seres humanos e sociedade. Com responsabilidade, comprometimento e adaptação, teremos muito a ganhar com essa nova forma de aprender”, concluiu.
*JP Miranda/ De Olho na Cidade