Governo iraniano afirma ter comunicado à Fifa que equipe poderá abandonar partidas caso ocorram manifestações contra o regime ou exibição de símbolos da oposição nos estádios.
A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 ganhou novos contornos de tensão às vésperas da estreia da equipe no torneio. O governo iraniano informou ter comunicado à Fifa que os jogadores poderão deixar o campo caso sejam registrados protestos políticos contra a República Islâmica durante as partidas.
A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, que afirmou que a posição foi apresentada oficialmente à entidade máxima do futebol. Segundo ele, a medida seria adotada caso torcedores utilizem os estádios para manifestações políticas contrárias ao governo do país.
Além disso, as autoridades iranianas solicitaram que apenas a bandeira oficial do Irã seja permitida nas arenas. O governo também demonstrou preocupação com a possível exibição da antiga bandeira persa, símbolo frequentemente associado a grupos opositores ao atual regime.
A seleção iraniana fará sua estreia no Mundial no próximo dia 16 diante da Nova Zelândia. Em seguida, enfrentará Bélgica e Egito pela fase de grupos. Os dois primeiros compromissos ocorrerão em Los Angeles, nos Estados Unidos, cidade que abriga uma expressiva comunidade iraniana no exterior e concentra opositores do governo de Teerã.
Diante do cenário político e das preocupações com segurança e logística, a Federação Iraniana de Futebol optou por instalar sua base de preparação em Tijuana, no México. Com a estratégia, a delegação permanecerá fora dos Estados Unidos e viajará ao país apenas nos dias dos jogos.