Romance inspirado em fatos reais mistura suspense, crítica social e reflexões sobre riqueza e ética
O Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Feira de Santana, foi palco, na noite desta quinta-feira (14), do lançamento do livro “O Funeral do Faisão”, do jornalista e escritor Jailton Batista. Esta é a quinta obra do autor, que já atuou como secretário de cultura do município. Em suas obras, o Jailton busca transformar fatos reais em narrativas ficcionais envolventes.
Ambientado na fictícia cidade de Santana dos Olhos d’Água durante os anos 1980, o romance "O Funeral do Faisão" aborda o sequestro do milionário Dedé Faisão durante os festejos da Micareta. Apesar das negociações de resgate, o destino do protagonista permanece um mistério, até que a narrativa revela sua morte e envolve o leitor em uma trama de suspense, emoção e crítica social.

Segundo o autor, apesar de abordar um caso de sequestro, o livro também explora relações humanas com o dinheiro, a fortuna e a culpa: “A obra permeia uma época dos anos 80 e 90 nessa cidade que se chama Santana dos Olhos d’Água. Tem amor, tem violência, tem poesia também, o plano de fundo é um sequestro, mas a obra trata de aspectos humanos da vida, da relação do homem com a riqueza, da ética, da moral, e até de questões religiosas”, explicou Jailton Batista, que também destacou referências literárias presentes no livro, como Shakespeare.

O lançamento reuniu amigos, colegas e admiradores da obra de Jailton, como o radialista Dilton Coutinho, que ressaltou a importância do momento e o trabalho do autor: “Eu tenho certeza absoluta que vai ser uma grande leitura. Jailton escreve muito bem, tem raízes profundas na cidade, e a cidade, com certeza, esteve aqui abraçando essa grande figura.”
Já o jornalista Marcílio Costa lembrou a trajetória e dedicação do autor: “Jailton sempre foi o craque das palavras. Uma coisa que eu admiro demais, é ele consegue fazer três coisas ao mesmo tempo e fazer bem feito; ele como executivo de empresa farmacêutica, que tem uma demanda grande, ele consegue pesquisar e fazer livros e nos empregar uma obra que tem todo um rigor de apuração.”

O evento contou com o apoio da Academia Feirense de Letras e reuniu amantes da literatura e da cultura local. A obra foi publicada pela Editora Capella.


*com informações do repórter Rafael Marques