Apesar da intensidade do incêndio, a jornalista destacou que a atuação rápida das equipes evitou uma tragédia.
A jornalista Danielle Monteiro, da Rede Record Belém, viveu um dos momentos mais tensos da COP30 ao estar ao vivo quando um incêndio começou na Blue Zone, área oficial e restrita das delegações internacionais. O episódio ocorreu no penúltimo dia do evento, surpreendendo participantes e equipes de imprensa.
Em entrevista com Jorge Biancchi, Danielle relatou como tudo aconteceu, destacando a rapidez da propagação das chamas, a mobilização dos agentes de segurança e o clima de apreensão entre jornalistas e delegados.

Danielle contou que estava no ar pela Record News quando percebeu que algo incomum ocorria nos corredores do pavilhão.
“Eu estava ao vivo quando percebi uma movimentação, uma correria muito esquisita dos agentes da ONU, mas como em um evento desse todo mundo anda muito apressado, deixei passar no primeiro momento”, relatou.
Mas a agitação cresceu rapidamente, chamando a atenção da equipe.
“A movimentação ficou ainda mais intensa, inclusive com jornalistas correndo. Foi quando eu pedi licença, dei meia volta e comecei a caminhar em direção ao pavilhão. Perguntei o que estava acontecendo e ouvir: ‘É fogo, é fogo!’”
A jornalista afirmou que, ao tentar se aproximar, os profissionais de imprensa foram barrados por um bloqueio de segurança.
“Os agentes de segurança da ONU, junto com bombeiros e seguranças privados, formaram um grande corredor humano. Eles nos empurravam para trás porque queríamos chegar mais perto para registrar a situação”, contou.

No meio da correria, as saídas de emergência foram abertas, mas ninguém queria deixar o local.
“A orientação era para que saíssemos, mas nenhum jornalista quis sair. Nosso compromisso é informar. Mesmo assim, fomos retirados até o final da Blue Zone.”
Embora a ONU ainda não tenha divulgado relatório oficial, Danielle afirma que a principal suspeita é de que o incêndio tenha começado com um aparelho telefônico em carregamento.
“Ao que parece, foi um celular que pegou fogo por estar sobrecarregando. Pelas imagens, deu para ver que foi um fogaréu e as chamas quase se alastraram para o pavilhão ao lado”, explicou.
Ela reforça, porém, que todos os protocolos estavam sendo cumpridos: “Conversamos com o ministro do Turismo, Celso Sabino, e ele afirmou que todas as exigências da ONU foram atendidas, inclusive o uso de lona antichamas.”
Apesar da intensidade do incêndio, a jornalista destacou que a atuação rápida das equipes evitou uma tragédia.
“Foi muito assustador, pela correria e pela tentativa de apagar as chamas. Mas, graças a Deus, ninguém se machucou. Essa é a boa notícia.”
Com o tumulto, Danielle ainda perdeu sua mochila: “Naquela correria louca, perdi minha mochila. Consegui pegar só duas horas depois.”
O evento enfrentou outros episódios pontuais, como manifestações, tentativas de invasão e falhas em ar-condicionados. Mas, segundo Danielle, isso não deve afetar a reputação da conferência.
“Não acredito que vá manchar o brilho da COP. Nem no Egito ou no Azerbaijão foi perfeito. Problemas acontecem. Belém mostrou que é possível sediar eventos grandes, importantes e mundialmente conhecidos.”
Ela destacou o impacto positivo para a cidade.
“Belém está vivendo um sonho. A cidade recebeu investimentos, se estruturou, revitalizou pontos turísticos e está de braços abertos para o mundo. O paraense é acolhedor por natureza.”
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém