04/07/2026
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Justiça decreta prisão preventiva de mãe de crianças que morreram em incêndio na Bahia

Mulher, identificada como Cristina Nascimento de Jesus, de 27 anos, foi presa em flagrante após passar a noite em uma festa e deixar os filhos sozinhos em casa.

Redação:
terça-feira, 05 de maio de 2026 às 07:05
Imagem de Justiça decreta prisão preventiva de mãe de crianças que morreram em incêndio na Bahia

A Justiça determinou, nesta segunda-feira (4), a conversão da prisão em flagrante em preventiva de uma mulher acusada de abandono de incapaz com resultado de morte, após um incêndio que matou três crianças no município de Serrinha, a cerca de 70 quilômetros de Feira de Santana.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada ao longo da tarde. Com isso, Cristina Nascimento de Jesus, de 27 anos, permanece detida à disposição da Justiça e deve ser transferida nos próximos dias para o presídio feminino em Feira de Santana.

Segundo informações da Polícia Civil da Bahia, a mulher havia sido presa no domingo (3), após retornar para casa e se deparar com a tragédia. As investigações apontam que ela passou a noite anterior em uma festa, deixando os filhos sozinhos.

De acordo com a apuração policial, o incêndio teria sido provocado acidentalmente por uma das crianças, que brincava com um isqueiro dentro da residência. O fogo se alastrou rapidamente após atingir um colchão.

As vítimas foram identificadas como Jeremias de Jesus Borges, de 6 anos; Samuel Nascimento de Almeida, de 4; e Ismael Nascimento de Jesus Borges, de apenas 11 meses. Uma quarta criança, de 7 anos, conseguiu sair do imóvel e pedir ajuda, sofrendo apenas ferimentos leves.

O caso reacendeu discussões sobre vulnerabilidade social e acompanhamento familiar. Em nota, o Conselho Tutelar informou que as crianças já haviam sido acolhidas institucionalmente no fim de 2025, após indícios de violação de direitos relacionados a condições de saúde e higiene. Após avaliação técnica, elas foram reintegradas à família, que passou a ser monitorada por serviços assistenciais.

O pai das crianças, que vive fora do estado, relatou que planejava buscar os filhos nos próximos meses. Em depoimento, ele afirmou ter sido informado sobre a morte das crianças por telefone, momentos após o incêndio, o que desencadeou uma forte reação emocional.

Os corpos das vítimas permanecem no Instituto Médico Legal da cidade, sem informações confirmadas sobre velório e sepultamento até o momento.

Diante da repercussão, a Prefeitura de Serrinha decretou luto oficial de três dias e prestou solidariedade aos familiares. O caso segue sob investigação e deve apurar, além das circunstâncias do incêndio, possíveis responsabilidades relacionadas à guarda e proteção das crianças.

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