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Justiça prorroga prisão dos sete suspeitos investigados por fraudes fundiárias e lavagem de dinheiro

Juíza argumenta que soltura dos suspeitos neste momento poderia representar risco de destruição de provas. Eles estão presos no Conjunto Penal de Feira de Santana desde a última sexta-feira (28).

Por Rafa
terça-feira, 02 de dezembro de 2025
Imagem de Justiça prorroga prisão dos sete suspeitos investigados por fraudes fundiárias e lavagem de dinheiro

A Justiça da Bahia prorrogou a prisão temporária das sete pessoas presas suspeitas de cometer fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de capitais em Feira de Santana e cidades vizinhas. A decisão foi proferida no domingo (30) e determina que os investigados fiquem mais seis dias privados de liberdade.

A juíza Sebastiana Costa Bonfim entendeu que manter a prisão dos investigados é essencial para a continuidade das investigações.

Ela argumenta que a soltura dos suspeitos neste momento poderia representar risco de destruição de provas, comunicação entre os integrantes do grupo e comprometimento do material apreendido. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) também se manifestou favoravelmente à prorrogação das prisões.

Os sete investigados foram presos na última quarta-feira (26), durante a Operação Sinete, conduzida pela Polícia Civil (PC). Eles foram transferidos para o Conjunto Penal de Feira de Santana na sexta-feira (28).

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos 12 carros de luxo, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e diversos documentos.

A Justiça também determinou o sequestro judicial de valores e bens, com bloqueio autorizado de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados.

De acordo com as investigações feitas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), as fraudes foram cometidas a partir de uma estrutura formada por servidores de cartórios de registro de imóveis, empresários, advogados, corretores de imóveis e agentes de segurança pública.

A polícia identificou um sistema de falsificação e manipulação de documentos públicos e judiciais, com uso indevido de procurações, certidões e decisões judiciais para apropriação clandestina de propriedades. Em alguns casos, houve emprego de coação, violência e porte irregular de arma de fogo.

Ainda segundo a polícia, a investigação avançou a partir de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas. Também foi determinado o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de participação no esquema.

A operação contou com o apoio da Força Correcional Especial Integrada (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para delimitar responsabilidades, identificar possíveis novos envolvidos e localizar o oitavo investigado com mandado de prisão expedido.

*Com informações g1 Bahia

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