10/06/2026
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Laserterapia surge como aliada no tratamento do pé diabético e acelera cicatrização, explica especialista

Tecnologia de baixa intensidade reduz dor, combate inflamações e auxilia na recuperação de feridas em pacientes diabéticos

Redação:
quinta-feira, 23 de abril de 2026 às 21:23
Imagem de Laserterapia surge como aliada no tratamento do pé diabético e acelera cicatrização, explica especialista

A laserterapia tem se consolidado como uma importante aliada no tratamento de feridas, especialmente em pacientes com pé diabético. O tema foi destaque em entrevista com a estomaterapeuta Áquilla Chahinne, que detalhou os benefícios da tecnologia e sua aplicação na prática clínica.

Segundo a especialista, o assunto exige atenção diante da alta incidência da doença.

“A gente tem aí uma média de 10% da população convivendo com diabetes. Cerca de 25% dessas pessoas podem desenvolver ao longo do tempo alguma úlcera no pé”, alertou.

Áquilla destacou que o uso do laser de baixa intensidade tem respaldo científico e vem sendo aplicado com resultados positivos.

“É uma tecnologia consolidada, já testada em uma grande quantidade de pacientes diabéticos e que tem comprovação científica dos benefícios no tratamento de feridas”, afirmou.

Entre os principais benefícios, a especialista aponta a redução da dor e a aceleração do processo inflamatório.

“Um processo inflamatório que duraria 15 dias pode durar oito com a utilização da laserterapia”, explicou.

Ela acrescenta que o tratamento atua diretamente nas células da região afetada.

“O laser faz um estímulo celular, aumenta a energia da célula e faz com que a ferida volte a responder. Isso é fundamental, principalmente no paciente diabético, que tem mais dificuldade de cicatrização”, disse.

Outro ponto destacado é a possibilidade de uso da terapia fotodinâmica.

“Com o uso de um fotossensibilizador, conseguimos reduzir a carga bacteriana da ferida, o que torna o tratamento ainda mais eficaz”, completou.

A laserterapia é indicada em diferentes situações clínicas. “A gente utiliza em feridas que estão demorando a cicatrizar, em processos inflamatórios crônicos, em pacientes com dor intensa e também em casos de infecção”, detalhou.

Além do pé diabético, o método também pode ser utilizado em outras condições. “Uma pessoa que fez uma cirurgia plástica, por exemplo, pode usar o laser desde as primeiras horas do pós-operatório para reduzir a inflamação e melhorar a aparência da cicatriz”, afirmou.

Apesar dos benefícios, Áquilla reforça que o laser não substitui os cuidados tradicionais.

“A laserterapia é uma terapia adjuvante. Ela complementa o tratamento, mas não substitui uma boa limpeza, o curativo adequado e o acompanhamento profissional”, ressaltou.

A especialista alertou para um equívoco comum entre pacientes. “Muitos acham que só o laser resolve, mas não é assim. Ele ajuda, potencializa o resultado, mas precisa estar associado a um protocolo completo de cuidados”, explicou.

O acompanhamento da evolução das feridas é feito de forma contínua. “A gente monitora por fotos, pela resposta do paciente e pela avaliação clínica. A cada retorno, ajustamos a dosagem do laser e o tratamento conforme a necessidade”, disse.

Segundo ela, a expectativa é sempre de melhora progressiva. “A gente espera redução da dor, diminuição da inflamação e melhora no aspecto da ferida ao longo dos atendimentos”, afirmou.

A clínica Dr. Curativos oferece a tecnologia desde o primeiro atendimento. “Nosso objetivo é proporcionar o melhor resultado possível desde o início do tratamento”, destacou.

A unidade está localizada na Avenida Getúlio Vargas, em Feira de Santana, e atende pacientes de toda a região. O contato para atendimento é (75) 99855-2999.

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