06/05/2026
...
De Olho na Cidade
InícioFeira de Santana
Feira de Santana2 min de leitura

Lei Seca: especialista explica fiscalização, consequências e direitos dos motoristas

Operações de blitz são intensificadas, mas especialista alerta para a necessidade de ampliar a segurança no trânsito e nos bairros da cidade.

Por Rafa
terça-feira, 04 de fevereiro de 2025
Imagem de Lei Seca: especialista explica fiscalização, consequências e direitos dos motoristas

A presença frequente de blitz da Lei Seca em Feira de Santana tem gerado debates sobre a real finalidade dessas fiscalizações, questionamentos surgem sobre a ausência dessas operações em bairros periféricos da cidade, onde os índices de violência são elevados.

"No final de semana o pau quebra em Feira de Santana, mas a polícia insiste em fiscalizar apenas as principais avenidas da cidade", pontuou Bruno Sobral, advogado especialista em Direito de Trânsito. Para ele, é fundamental que a polícia também atue nos bairros com altos índices de criminalidade, equilibrando a fiscalização viária com a segurança pública.

Outro ponto abordado diz respeito à suposta intenção arrecadatória das blitz. "Até que ponto essas fiscalizações visam realmente a segurança no trânsito ou apenas gerar multas? Infelizmente, muitas dessas operações têm um foco exclusivo na arrecadação", afirmou o advogado.

Para ele, a forma como a segurança pública tem sido conduzida em Feira de Santana é preocupante.

"Vemos facções criminosas tomando conta da cidade, enquanto a Polícia Militar tem sido utilizada para aplicar sanções e penalizações a trabalhadores comuns."

O debate também se estende ao uso do bafômetro. "Se você consumiu bebida alcoólica há menos de quatro horas e em quantidade considerável, é possível que o teste acuse embriaguez. Nesses casos, a orientação é se recusar a fazer o teste, pois a polícia não costuma conceder contraprova", explicou.

A punição para quem se recusa a soprar o bafômetro é semelhante à de quem é flagrado com teor alcoólico abaixo do limite criminal: multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano. No entanto, em casos de reincidência, a penalidade é ainda mais severa.

"Muitos condutores acreditam que, ao pagar a multa, estão livres da suspensão, mas esse é um processo separado. O Detran abre um processo específico para suspender a CNH, e o motorista pode ser pego de surpresa se não acompanhar o andamento do caso", alertou o advogado.

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.