A empresária afirmou que o Brasil precisa assumir com seriedade sua responsabilidade sobre a Amazônia.
A empresária, fundadora e líder do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Trajano, uma das vozes mais influentes do setor produtivo brasileiro, comentou nesta quarta-feira (19), durante sua participação na COP30, a importância de unir crescimento econômico e proteção ambiental. Em passagem por Belém, ela destacou que o evento reforça a imagem do Brasil no exterior e abre novas perspectivas para investimentos no Norte e Nordeste.
“As pessoas viram que o Brasil é maravilhoso. Então eu falei para minha equipe, inclusive de empresas: vamos investir mais ainda no Nordeste, vamos acreditar no Norte”
A empresária reforçou que a COP30 deve impulsionar oportunidades econômicas e ampliar a geração de empregos na região.
“Estou acreditando muito na parte econômica e na geração de emprego pós COP30.”
Questionada sobre a percepção de que empresários e ambientalistas estão em lados opostos, Trajano defendeu que essa visão está sendo superada.
“Há muita gente que acha que o segmento empresarial é inimigo do meio ambiente, ou que o meio ambiente é inimigo do segmento empresarial. Meu grande sonho é juntar os dois.”
Para ela, é possível conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
“Nós temos que lutar. Não podemos ter nenhum problema ecológico e também temos que ter desenvolvimento econômico. É possível, e já estou vendo muitos movimentos dizendo isso e mudando essa visão.”
Ao avaliar o legado da conferência, Luiza afirmou que o Brasil precisa assumir com seriedade sua responsabilidade sobre a Amazônia.
“O maior legado é não dizer que a gente cuida muito bem da Amazônia, porque não é verdade.”
Segundo ela, é essencial colocar no centro da discussão as populações que vivem na floresta e dependem de políticas consistentes para sobreviver.
“A gente tem que olhar embaixo das copas verdes, porque existe um povo que precisa comer, que precisa crescer.”
A empresária também ressaltou que a COP30 demonstrou a capacidade do Brasil de realizar eventos de grande porte e de se apresentar ao mundo como país preparado e competente.
“A COP mostra que o Brasil está preparado para fazer grandes eventos e para mostrar que nós somos muito bons.”
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém