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Luiza Trajano defende integração entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental durante a COP30

A empresária afirmou que o Brasil precisa assumir com seriedade sua responsabilidade sobre a Amazônia.

Por Rafa
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
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Foto: Screenshot

A empresária, fundadora e líder do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Trajano, uma das vozes mais influentes do setor produtivo brasileiro, comentou nesta quarta-feira (19), durante sua participação na COP30, a importância de unir crescimento econômico e proteção ambiental. Em passagem por Belém, ela destacou que o evento reforça a imagem do Brasil no exterior e abre novas perspectivas para investimentos no Norte e Nordeste.

“As pessoas viram que o Brasil é maravilhoso. Então eu falei para minha equipe, inclusive de empresas: vamos investir mais ainda no Nordeste, vamos acreditar no Norte”

A empresária reforçou que a COP30 deve impulsionar oportunidades econômicas e ampliar a geração de empregos na região.

“Estou acreditando muito na parte econômica e na geração de emprego pós COP30.”

Questionada sobre a percepção de que empresários e ambientalistas estão em lados opostos, Trajano defendeu que essa visão está sendo superada.

“Há muita gente que acha que o segmento empresarial é inimigo do meio ambiente, ou que o meio ambiente é inimigo do segmento empresarial. Meu grande sonho é juntar os dois.”

Para ela, é possível conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

“Nós temos que lutar. Não podemos ter nenhum problema ecológico e também temos que ter desenvolvimento econômico. É possível, e já estou vendo muitos movimentos dizendo isso e mudando essa visão.”

Ao avaliar o legado da conferência, Luiza afirmou que o Brasil precisa assumir com seriedade sua responsabilidade sobre a Amazônia.

“O maior legado é não dizer que a gente cuida muito bem da Amazônia, porque não é verdade.”

Segundo ela, é essencial colocar no centro da discussão as populações que vivem na floresta e dependem de políticas consistentes para sobreviver.

“A gente tem que olhar embaixo das copas verdes, porque existe um povo que precisa comer, que precisa crescer.”

A empresária também ressaltou que a COP30 demonstrou a capacidade do Brasil de realizar eventos de grande porte e de se apresentar ao mundo como país preparado e competente.

“A COP mostra que o Brasil está preparado para fazer grandes eventos e para mostrar que nós somos muito bons.”

*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém

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