Presidente brasileiro destaca necessidade de cooperação internacional, mas afirma que ações contra o narcotráfico devem respeitar a autonomia das nações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta terça-feira (16), que o combate ao crime organizado transnacional seja conduzido com atenção à soberania dos países envolvidos. A declaração foi feita durante participação em uma sessão do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, com a presença de líderes mundiais, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A manifestação ocorre em um contexto de tensão diplomática após o governo norte-americano classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A decisão foi oficializada pelo Departamento de Estado dos EUA e entrou em vigor neste mês.
Em seu discurso, Lula destacou os impactos do crime organizado sobre comunidades e sobre os recursos públicos, além de reforçar a importância da cooperação internacional no enfrentamento ao problema. Segundo ele, essa atuação deve ser integrada e não pode desconsiderar a soberania dos Estados.
O presidente também avaliou positivamente a declaração conjunta do G7 sobre o combate ao tráfico de drogas, mas ressaltou que o enfrentamento ao narcotráfico precisa incluir outras frentes, como o combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas.