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Manifestantes cobram saúde, segurança e educação durante agenda oficial em Feira de Santana

Uma das manifestantes explicou que a mobilização surgiu diante da insatisfação com a atual situação da cidade.

Por Rafa
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Imagem de Manifestantes cobram saúde, segurança e educação durante agenda oficial em Feira de Santana

Enquanto autoridades participavam de agenda institucional com a presença de representantes do Governo do Estado e do Governo Federal, um grupo de manifestantes realizou um protesto em frente ao local do evento, em Feira de Santana. Com cartazes, os participantes cobraram melhorias na saúde, segurança pública e educação.

Uma das manifestantes, Júlia Santana, explicou que a mobilização surgiu diante da insatisfação com a atual situação da cidade.

“Hoje a gente está protestando aqui falando sobre a extensa fila de regulação que a gente está passando. São mais de 400 pessoas esperando por uma vaga de regulação no nosso estado, principalmente aqui em Feira de Santana”, afirmou.

Segundo ela, além da saúde, a violência tem sido outro ponto de preocupação.

“A segurança da nossa cidade se encontra sendo uma das mais violentas do Brasil. A gente esperava que o Governo do Estado enxergasse a nossa cidade, porque muitos jovens estão perdendo a vida, muitas vezes nem envolvidos com crime, mas vítimas dessa guerra de facções que acontece nos bairros”, declarou.

Foto: Rafael Marques

A manifestante também criticou o fechamento de uma escola estadual em seu bairro, que, segundo ela, tem mais de 40 anos de história.

“A única escola estadual que tinha no nosso bairro foi fechada. Depois de tanto protesto, disseram que estão analisando se vai reabrir. Enquanto isso, os adolescentes foram transferidos para outros bairros, correndo mais riscos”, relatou.

Ela ainda destacou a ausência de projetos educacionais e esportivos nas unidades de ensino. “Hoje você não encontra mais um programa de esporte dentro das escolas estaduais. Há mais de dez anos existia o ‘Mais Educação’, tinha programas diversificados para entusiasmar os jovens. Hoje isso não acontece mais”, completou.

Foto: Rafael Marques

Júlia também contou experiência pessoal ao criticar a situação da rede pública de saúde.

“Fiquei internada três dias na UPA do Clériston. Pacientes ficam em cadeiras de rodas, em bancos plásticos, idosos e crianças aguardando atendimento. Falo como testemunha porque vivi isso”, disse.

Segundo ela, a população cobra respostas concretas. “A nossa cidade está abandonada, a saúde está deteriorada. A gente quer saber: cadê as promessas? Cadê os hospitais que prometeram? Cadê as melhorias?”, questionou.

Questionada se já houve formalização das reclamações por meio de ofício às autoridades estaduais, Júlia afirmou que o grupo ainda não protocolou documentos, mas pretende formalizar as demandas.

“Ainda não fizemos ofício, mas um representante do Governo me procurou aqui, pegou meu contato e a gente pretende fazer isso sim”, concluiu.

*Com informações do repórter JP Miranda

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